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Dona de lar na Maia que agrediu idosas condenada a três anos e seis meses de pena suspensa

Mulher tem de pagar dois mil euros a cada uma das vítimas e não pode trabalhar no lar, nem exercer este tipo de trabalho com idosos.

15 de abril de 2026 às 14:45

A dona de um lar na Maia, onde duas idosas foram agredidas nos anos de 2023 e 2024, foi condenada a três anos e seis meses de pena suspensa com regime de prova. Maria de Fátima, de 62 anos, tem de pagar dois mil euros a cada uma das vítimas e não pode trabalhar no lar, nem exercer este tipo de trabalho com idosos. A arguida foi condenada por dois crimes de maus tratos contra duas vítimas, de 91 e 92 anos. Não se provou em tribunal os factos contra uma terceira idosa. Também o lar foi condenado a pagar uma multa de 30 mil euros.

"A arguida não revelou um pingo de arrependimento e demonstrou um enorme desrespeito para com as vítimas. Foram sujeitas a grande violência e sofrimento, os danos causados são irreversíveis e serão agravados com o passar da idade", afirmou a juíza-presidente.

O tribunal deu a maioria dos factos como provados, dando como assente que as duas idosas foram agredidas de forma violenta com bofetadas na cara. Testemunhas relataram ainda durante o julgamento que as vítimas eram insultadas e que a dona do lar chegava a dar ordens para que as fraldas fossem reutilizadas. Também não levava os idosos à casa de banho quando pediam e dizia que ninguém queria saber deles. Para o juízes, os depoimentos das testemunhas foram considerados muito credíveis. 

Maria de Fátima chorou na sala de audiências ao ouvir a decisão. A sua defesa recusou comentar a condenação.

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