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Duplo homicida do Seixal caçado pela Polícia Judiciária

Fábio morreu em dezembro, Ilda foi assassinada na manhã de terça-feira.

18 de janeiro de 2024 às 01:30
Duplo homicida do Seixal caçado pela Polícia Judiciária

O suspeito de matar a sangue-frio Ilda Rodrigues, de 76 anos, durante um assalto, na terça-feira, numa rua na Amora, Seixal, foi esta quarta-feira detido pela Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal em menos de 24 horas. Trata-se de um jovem, de 24 anos, dependente de drogas duras, que reside no Seixal, e que também é suspeito de matar Fábio Veríssimo, de 20 anos, a 26 de dezembro, igualmente no Seixal. O jovem foi assassinado à porta de casa de uma amiga, na sequência de um roubo. À hora de fecho desta edição ainda decorriam buscas na casa do suspeito, que deverá ser ouvido durante o dia de hoje no Tribunal de Instrução Criminal do Seixal.

Para além dos dois homicídios, vão-lhe ser imputados vários roubos com armas brancas, ocorridos naquela zona nas últimas semanas. Nos dois casos em que matou as vítimas terá agido porque estas tentaram resistir.

A PJ de Setúbal contou com a colaboração da PSP nesta operação porque estavam em causa vários crimes investigados por esta polícia.

Terão sido apreendidas as facas usadas nos homicídios e serão feitas perícias para encontrar prova científica no corpo das vítimas.

Para a PJ, os dois casos estavam ligados desde a primeira hora, até porque a descrição das testemunhas coincide: o homicida tem cerca de 1,70m, usa gorro e veste cores escuras. As rastas no cabelo são características avançadas por testemunhas em ambos os homicídios. Atacou sempre de faca e o móbil do crime terá sido o roubo.

A investigação foi feita em tempo recorde porque havia risco de que o homem pudesse voltar a matar. Quando estava descompensado e a necessitar de dinheiro para a droga não hesitava em atacar de forma violenta.

Há mais coincidências que não passaram despercebidas aos inspetores: a localização onde o crime foi cometido - dista cerca de 500 metros entre cada um dos locais - e o facto de ambos os crimes terem sido atos de raiva. Fábio foi esfaqueado quase uma dezena de vezes; Ilda tinha pelo menos cinco facadas, na barriga e na zona dos braços. Em nenhum dos casos houve troca de palavras com a vítima e também em ambas as situações o agressor levou a faca do local.

Os dois crimes - Fábio morreu a 26 de dezembro, Ilda foi assassinada na terça-feira de manhã - deixaram a população do Seixal em pânico. “Não consegui dormir. Tudo leva a crer que foi o mesmo homem e que o meu Fábio estava mesmo no local errado à hora errada”, disse ao CM Silvina Veríssimo, a mulher que criou Fábio.

As mortes ocorreram em zonas sinalizadas como sendo palcos de assaltos frequentes nos últimos meses. Um aumento da criminalidade que assusta a população.

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