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Funcionários do Aeroporto de Lisboa tinham tabela de preços para colaborar com redes de tráfico internacional

Dois dos últimos quatro detidos pela PJ cobraram 20 mil euros para tirar cocaína de avião.

22 de março de 2024 às 01:30

Desde 2022, a Unidade Nacional de Combate ao Tráfico (UNCTE) da PJ já deteve 18 funcionários do Aeroporto de Lisboa por tráfico internacional de droga, em várias fases da ‘Operação Limpeza Profunda’. Todos estão em preventiva e, apurou o CM, tinham uma tabela de preços para colaborar com redes de tráfico internacional.

Os últimos quatro detidos, apanhados nos últimos dias na sétima fase da ‘Limpeza Profunda’, têm entre 21 e 29 anos. Três trabalham nas limpezas e ‘handling’ (bagagens) do aeroporto. A 10 de março, a UNCTE monitorizou-os a retirar malas de um voo vindo de Banjul, Gâmbia, contendo 55 quilos de cocaína de valor estimado em 1,6 milhões de euros. O CM sabe que dois funcionários detidos confessaram à PJ ter recebido 20 mil euros (10 mil cada um) da rede que os contratou. O terceiro funcionário, que iria conduzir a carrinha para fora do aeroporto, e o intermediário, não admitiram valores.

O Correio da Manhã apurou que nas anteriores seis fases da ‘Limpeza Profunda’, os detidos admitiram também trabalhar com tabela de preços.

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