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Correio da Manhã

Portugal
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Furto de metralhadoras ainda sem culpados

Dois ex-militares suspeitos respondem apenas pelo furto de munições de guerra.
Sérgio A. Vitorino 16 de Julho de 2017 às 01:30
Espingarda automática HK G36 furtada à Marinha em 2011 e apreendida pela PSP num barracão em Rio Maior, em 2013
Espingarda automática HK G36 furtada à Marinha em 2011 e apreendida pela PSP num barracão em Rio Maior, em 2013 FOTO: Bruno Colaço
Um sargento Fuzileiro ia mostrar uma exposição de armamento à namorada, num domingo de agosto de 2011, quando se deparou com a sala arrombada e seis armas de guerra desaparecidas: uma pistola HK USP; outra Walter P38; uma pistola metralhadora HK MP5; outra HK MP7; e duas espingardas automáticas HK G36. Seis anos depois, e após uma investigação da PJ Militar, ainda não há culpados e apenas uma das espingardas da Marinha foi recuperada pela PSP. Dois ex-militares estão acusados apenas do furto de munições.

De acordo com os autos no Ministério Público, a que o CM teve acesso, as armas estavam numa sala na base de Fuzileiros, no Alfeite. Uma porta-grade em metal, fechadura e cadeado foram arrombados. "O alarme montado encontrava-se avariado", diz a investigação. Numa janela estava uma pegada de bota militar. A equipa de intervenção dos Fuzileiros de serviço, 30 outros que nessa semana passaram à reserva, e todos os que estiveram na base de 10 a 14 de agosto, foram inquiridos.

A PJ Militar recebeu várias denúncias anónimas. Uma levou a um fuzileiro que guardava em casa centenas de munições para armas de guerra. Este disse que as tinha acumulado após treinos de tiro, para "recordação" e futuros exercícios.

Em junho de 2012, um homem contactou a base dizendo que um amigo fuzileiro lhe teria confessado o crime e mostrado uma pistola e duas espingardas. Buscas da PJ Militar a casa desse militar resultaram em mais munições apreendidas (entre elas de sniper), um dispositivo incendiário, uma faca do mato e vários disparadores de explosivos, mas nada das armas. Este fuzileiro também alegou "recordações" como motivo para o furto do material de guerra.

Uma das espingardas G36 foi encontrada pela PSP, em janeiro de 2013, em Rio Maior. A pista também não levou às outras armas ou culpados.
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