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Fuzileiros com missão de oito meses na Lituânia. F-16 também vão patrulhar o Báltico

Missões das Forças Armadas no âmbito da NATO vão entrar com contacto próximo com meios da Rússia.

15 de março de 2026 às 14:17

Os Fuzileiros partem, no dia 24 deste mês, para uma missão de oito meses na Lituânia, no âmbito das medidas de tranquilização da NATO no Flanco Leste da aliança. Trata-se de um aumento da duração do empenhamento em relação a missões anteriores (este será o oitavo ano que os militares da infantaria de Marinha vão para Klaipeda, a poucos quilómetros do altamente militarizado enclave russo de Kaliningrado).

A 'Força de Fuzileiros Lituânia 2026' é constituída por 120 militares e representa, pelo período da sua missão, "a força de fuzileiros com maior presença contínua neste Teatro de Operações", refere fonte oficial da Armada. O Comandante Naval, vice-almirante José Salvado de Figueiredo, entregou no final da semana passada o Estandarte Nacional à força. Afirmou que esta missão “assume uma importância crucial”, pois “o que está em causa não é apenas a estabilidade da região, mas sim garantir o respeito pelo direito internacional, a salvaguarda da democracia e, sobretudo, a defesa dos valores humanos”.

O propósito da missão é "dissuadir potenciais ameaças através do reforço da presença militar e da realização de exercícios conjuntos" com lituanos e outras forças da NATO na região.

Comandada pelo capitão-de-fragata Fuzileiro António Manuel Noro, a força será constituída por um Estado-Maior e uma Secção de Polícia Naval, um Módulo de Projeção de Força composto por um Grupo de Combate e um Grupo de Apoio de Combate, um Módulo de Apoio de Serviços e de Assalto Anfíbio e ainda um Módulo que integra uma equipa de mergulhadores de combate e inativação de explosivos, uma equipa de abordagem, um binómio da X31 (drones) e um binómio de cães militares.

F-16 com destacamento na Estónia

Também os caças F-16 da Força Aérea vão regressar este ano às missões de patrulhamento aéreo dos países do Báltico (Estónia, Letónia e Lituânia), numa missão da NATO que visam impor dissuasão aos vários atropelos por aeronaves militares da Rússia. A missão eAP26 é igualmente parte das Medidas de Tranquilização da NATO, introduzidas com a anexação russa da Crimeia (Ucrânia) em 2014.

O destacamento aéreo dos caças portugueses terá a sua base em Amari, na Estónia. Entre 1 de abril e 31 de julho serão empenhados quatro F-16 e até 95 militares. "Durante a missão, o contingente nacional estará à disposição da NATO para realizar missões de policiamento aéreo num estado de alerta muito elevado, contribuindo assim para a salvaguarda e a integridade do espaço aéreo dos países bálticos. Além disso, serão realizadas missões de treino e interoperabilidade com as forças presentes na região, sejam elas aéreas, terrestres e/ou navais, a fim de garantir a manutenção dos mais elevados níveis de proficiência entre todas, reforçando os laços de cooperação e a capacidade dos membros da Aliança", descreve a Força Aérea.

Portugal participa nestas missões desde 2007 (19 anos), tanto nos países bálticos e como na Islândia, com destacamentos periódicos de aviões F-16 e com militares colocados nos Centros de Relato e Controlo daqueles países. Esta vai ser a nona participação da Força Aérea em missões de policiamento aéreo da NATO nos países bálticos, a segunda a operar a partir da Estónia.

A força recebeu, na sexta-feira, o Estandarte Nacional pelas mãos do Diretor das Operações Aéreas, Brigadeiro-General Carlos Lourenço, que presidiu à cerimónia na Base Aérea N.º 5, Monte Real.

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