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Correio da Manhã

Portugal
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Homem paga 50 cêntimos para calar afilhada que violou

Menina passou a viver com instabilidade afetiva e emocional.
Nelson Rodrigues 1 de Abril de 2019 às 01:55
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal de São João Novo, na cidade do Porto
Tribunal de São João Novo
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
Edifício está em elevado estado de degradação, com tectos a cair e janelas a abrirem-se com o vento
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal de São João Novo, na cidade do Porto
Tribunal de São João Novo
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
Edifício está em elevado estado de degradação, com tectos a cair e janelas a abrirem-se com o vento
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal de São João Novo, na cidade do Porto
Tribunal de São João Novo
Tribunal São João Novo, no Porto
Tribunal São João Novo, no Porto
Edifício está em elevado estado de degradação, com tectos a cair e janelas a abrirem-se com o vento
Aproveitando um momento em que estava a sós, em casa, com as sobrinhas, no Porto, o arguido, de 55 anos, dirigiu-se ao quarto das mesmas, localizado num sótão, na madrugada de 16 de setembro de 2016. Uma das menores, de 16 anos, sua afilhada e que tem um ligeiro atraso mental, estava acordada. O arguido deitou- -se na cama, beijou-a, despiu-a e violou-a, enquanto a irmã desta, de apenas sete anos, dormia naquele mesmo local.

O predador foi recentemente condenado no Tribunal de S. João Novo, no Porto, a três anos de prisão efetiva. O arguido, que aguardou o julgamento em liberdade, vivia há cerca de três meses no rés do chão da habitação onde ocorreu o crime, com a mulher e uma filha, maior de idade. O tribunal já emitiu mandados de condução à cadeia.

De acordo com o acórdão, consultado pelo CM, o homem entregou à menor várias moedas, num valor pouco superior a 0,50 cêntimos, para que não contasse nada a ninguém.

O tribunal teve em conta as declarações credíveis da vítima, prestadas para memória futura, assim como as da mãe desta, que denunciou o cunhado e deixou a casa onde todos viviam. A menina ficou traumatizada. "Após a conduta do arguido, a ofendida evidenciou sinais de instabilidade afetiva e emocional, sinais de angústia e ansiedade", lê-se no acórdão.

O agora condenado trabalha atualmente na construção civil. Já foi punido cinco vezes por conduzir sem carta de condução - a penas de multa ou a trabalho comunitário.
Tribunal de S. João Novo Porto crime lei e justiça tribunal julgamentos
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