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Correio da Manhã

Portugal
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Homem acusado de homicídio qualificado julgado em novembro

Pedro Cipriano matou o vizinho em abril deste ano.
21 de Setembro de 2015 às 12:04
Pedro Cipriano tem 45 anos e está em prisão preventiva
Pedro Cipriano tem 45 anos e está em prisão preventiva FOTO: Direitos Reservados
O julgamento de um homem de 45 anos, acusado de ter matado em abril um outro homem, em A-dos-Pretos, Maceira, concelho de Leiria, está previsto iniciar a 9 de novembro no Tribunal Judicial de Leiria.

No despacho de acusação, a que a agência Lusa teve acesso esta segunda-feira, lê-se que o arguido, detido preventivamente, mantinha com a vítima, septuagenária, "uma desavença relacionada com questões de propriedade", entendendo que aquela "queria apoderar-se de terrenos da sua pertença".

O Ministério Público (MP) adianta que em ocasiões anteriores o arguido já anunciara que, por esse motivo, a mataria.

Pedro Cipriano assassinou o vizinho de 73 anos
Segundo o MP, duas noites antes do homicídio, que ocorreu a 27 de abril, o arguido "decidiu tirar a vida" à vítima, "ficando durante duas noites dentro do seu carro em vigia" àquela, perto de sua casa, "mantendo uma caçadeira guardada num terreno próximo".

No dia do crime, o arguido "decidiu concretizar a anunciada intenção de matar" o septuagenário e, pelas 19:00, "foi buscar a caçadeira ao terreno onde a guardara, municiou-a e dirigiu-se" à vítima que se encontrava num terreno agrícola, a trabalhar com um trator, disparando três tiros.

Os disparos atingiram a vítima em primeiro lugar na perna direita, depois na zona dorsal junto da omoplata esquerda e, por fim, na zona frontal da cabeça, tendo sido "causa direta e necessária" da sua morte, verificada no local às 19:50, acrescenta o MP.

O acusado abandonou depois o local e refugiou-se numa zona de mato, levando consigo a arma e cartuchos, tendo sido detido pela GNR na mesma noite quando esta força de segurança estava a desenvolver a busca para o localizar.

Para o MP, ao disparar contra a vítima, que vigiou por dois dias, o arguido, acusado de um crime de homicídio qualificado e outro de detenção de arma proibida, agiu com "intenção alcançada de lhe tirar a vida", tendo anunciado este propósito em ocasiões anteriores.
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