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Hospital de Coimbra desmente notícia de doente oncológica terminal que esperou sentada no chão por falta de macas

Direção hospitalar afirma que versão relatada pelos familiares da doente "não corresponde à verdade".

Atualizado a 10 de janeiro de 2026 às 21:44

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra desmentiu, este sábado, a notícia que ao início da tarde deu conta de que uma doente oncológica terminal teria esperado sentada no chão da urgência hospitalar por falta de macas.

Em comunicado, a direção hospitalar afirma que o relato do incidente, que foi denunciado pela família da utente, "não corresponde à verdade", apoiando-se nos registos clínicos e nos testemunhos dos profissionais de saúde envolvidos.

De acordo com o hospital, um familiar da utente terá abordado um enfermeiro, pedindo uma maca, com a não-atribuição da mesma a resultar de uma "avaliação da situação no local", onde foi determinado que a mulher se encontrava "calma, orientada e capaz de se sentar, tendo sido disponibilizada uma cadeira de rodas, com apoio de um segurança". Afirma também que a doente deu entrada na urgência numa cadeira de rodas, acompanhada por dois familiares.

Pouco depois, um dos familiares que a acompanhava terá ido ao carro buscar uma manta e estendido a mulher no chão, "anunciando a intenção de fotografar e divulgar imagens". A ULS diz que esse momento a equipa de enfermagem, alertada por um bombeiro, "interveio de imediato", procedendo à triagem da doente. "Em nenhum momento, a ULS de Coimbra permitiu, nem permitiria, que uma doente permanecesse no chão por inexistência de meios, seja ela doente oncológica ou não", sublinha o serviço.

O hospital revelou ainda que a mulher recorreu por duas vezes ao serviço de urgência -- a primeira às 10h34, tendo recebido alta às 13h43, e a segunda dois minutos depois, às 13h45, tendo recebido nova alta às 20h34, desta vez medicada. Nos dois casos recebeu pulseira laranja, indicando condição muito urgente. "Em ambos os episódios, a doente foi avaliada, medicada e acompanhada clinicamente, de acordo com as boas práticas e os protocolos vigentes", refere o jornal.

O hospital termina o comunicado com uma defesa dos seus profissionais, rejeitando "de forma clara e inequívoca, as acusações dirigidas".

Anteriormente, num primeiro comunicado, a ULS de Coimbra tinha já confirmado a abertura de um inquérito no sentido de apurar as circunstâncias em torno do caso.

De acordo com relatos da família, a mulher, de 59 anos, encontrava-se com dores constantes e intensas, sendo que a única posição que lhe permitia algum alívio era estar deitada de barriga para baixo. O caso remonta à passada quinta-feira, dia 8.

Publicada originalmente a 10 de janeiro de 2026 às 21:37

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