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Ilha vendida por 260 mil euros

A ilha do Rato, ao largo do Barreiro, foi ontem vendida por 260 mil euros. O valor ficou, no entanto, aquém das expectativas da leiloeira Oportunity, que esperava licitar a "estrela do leilão" por mais de 500 mil euros.

29 de março de 2009 às 00:30

Com vista para Lisboa e cerca de 45 600 m2, a ilha registou no site da leiloeira uma última oferta no valor de 250 mil euros, mas através de uma ordem de compra, o novo proprietário da ilha, que se manteve no anonimato, avançou com 260 mil euros.

"Quem dá mais?", perguntou Francisco Gallego, director-geral da Oportunity, no leilão que contou com mais de 300 participantes. Ninguém respondeu. Em menos de um minuto, a ilha, que chegou a estar à venda por 3,5 milhões de euros, foi arrematada por 260 mil euros.

O novo dono da ilha terá de pagar ainda a prestação de serviços da leiloeira, que corresponde a cinco por cento mais IVA sobre o valor do imóvel. No total, o proprietário terá de pagar cerca de 275 mil euros.

Constituída por um banco de areia de vegetação rasteira e com uma casa inabitável, a ilha foi comprada em 2005 por Ismael Duarte, avaliador imobiliário, com a intenção de a transformar num destino turístico. Dois anos depois foi colocada à venda por 3,5 milhões de euros e várias empresas estrangeiras estiveram interessadas, mas nunca foi concretizado qualquer negócio.

Na véspera do leilão, Francisco Gallego avançava que a ilha poderia ser licitada por um valor entre os "500 mil e um milhão de euros, tendo em conta a época". Mas afinal a ilha não despertou o interesse esperado. "A ilha está a desaparecer", argumentou Maria Luísa Paramés, uma das participantes no leilão.

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