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Correio da Manhã

Portugal
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Iluminação pública começou há 200 anos

As experiências pioneiras de iluminação pública com base na electricidade remontam aos anos 30 do século XVIII, altura em que a cidade britânica de Birgmingham conseguiu – ainda que temporariamente – iluminar parte da região.
28 de Janeiro de 2007 às 00:00
Em Portugal, entre 1780 e 1790 Pina Manique, intendente-geral da polícia e fundador da Casa Pia, fez um pequeno ensaio de iluminação pública, obrigando os comerciantes a construírem e pagarem as suas próprias lamparinas. Como o Governo não financiou esta iniciativa, o projecto acabou por falhar ao fim de pouco tempo. Mas as primeiras lâmpadas eléctricas e em permanência foram ligadas na cidade de Londres há precisamente 200 anos, no dia 28 de Janeiro de 1807.
Entre nós, o sistema de iluminação pública apenas teve início em 1848 e era feito através da Companhia Lisbonense de Iluminação a Gás. O contrato, adjudicado pela Câmara Municipal de Lisboa, determinava a iluminação apenas nas zonas onde estavam os pólos culturais e comerciais e também nas áreas residenciais da elite lisboeta. Volvidas umas décadas, em 1878 deu--se a primeira experiência de iluminação eléctrica, com recurso a lâmpadas de sódio e de vapor. Iniciou-se assim o processo de electrificação do País que só ficou concluído após o 25 de Abril de 1974 porque, até então, em muitas áreas rurais a electricidade era inexistente.
No dia em que se assinala o bicentenário da iluminação eléctrica, faz sentido recordar que em algumas regiões do globo não existe, propositadamente, luz: na zona norte da Sicília, Itália, devido ao vulcão Stromboli, não há electricidade ou carros sequer e, apesar de aparentemente arcaico, este lugar sem luz tornou-se o porto de abrigo favorito da classe alta italiana e de algumas estrelas do cinema.
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