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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Artigo exclusivo

Vítimas da rede de imigração ilegal que usava militares da GNR de Beja tinham de chamar "pai" aos cabecilhas do esquema

Timorenses e industânicos vivam amontoados em casas, por vezes nem eram pagos e só descansavam 15 minutos numa jornada de trabalho no campo.

29 de novembro de 2025 às 01:30

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Casas onde migrantes eram mantidos pela rede
Casas onde migrantes eram mantidos pela rede Direitos Reservados
Casas onde migrantes eram mantidos pela rede
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Os imigrantes vítimas da rede de imigração ilegal e exploração na agricultura, que usava militares da GNR de Beja para os amedrontar e vigiar, eram obrigados a chamar "pai" aos cabecilhas do esquema. Esses imigrantes, timorenses e industânicos, vivam amontoados em casas, o processo investigado pela Polícia Judiciária descreve péssimas condições, jornadas de trabalho com apenas 15 minutos de pausa e o papel do padre de Cabeça Gorda, que auxiliou dezenas de vítimas que lhe pediram abrigo e alimentação.

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