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Correio da Manhã

Portugal
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Inventa assalto para provar amor

Vítima foi constituída arguida por simulação de crime.
Tânia Laranjo 27 de Janeiro de 2016 às 04:11
Namorada exigia prova de amor monetária (imagem meramente ilustrativa)
Namorada exigia prova de amor monetária (imagem meramente ilustrativa) FOTO: Getty Images
A história tem contornos verdadeiramente inusitados. Um criminoso com pouco jeito para o crime, um namoro que precisava de uma prova de amor monetária e, no final, um ato irrefletido que provocou um prejuízo de mais de 500 euros.

O suspeito - agora constituído arguido por simulação de crime - tem 32 anos. E foi no centro comercial Parque Nascente, em Rio Tinto, que tudo começou. Com a namorada, viu um colar de prata que custava 90 euros. Prometeu comprá-lo, mas não tinha dinheiro. Lembrou-se de uma forma original de o fazer.

A 15 de janeiro, preparou o que pensava ser um crime perfeito. Disse que comprou a joia, mas que, à porta de casa, quando regressava, tinha sido surpreendido por ladrões. Dois homens, encapuzados, armados e violentos que o obrigaram a entregar tudo o que tinha e fugiram num Honda Civic. Levaram o colar, os documentos e até o telemóvel, um smartphone avaliado em 500 euros.

Nesta terça-feira, a Polícia Judiciária do Porto esclareceu o crime. Foi tudo inventado. Na ourivesaria nunca foi comprado qualquer colar. Não houve ladrões, ameaças ou qualquer roubo.

Indiciado por simulação de crime – que prevê uma pena até dois anos de prisão – o homem ficou em choque. Correu tudo mal: a namorada zangou-se, o colar nunca existiu e, para tornar a história ainda mais credível, ele próprio tinha deitado o telefone fora. E agora, desempregado, não tem dinheiro para comprar outro.

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