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Correio da Manhã

Portugal
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Relatos inéditos e imagens exclusivas revelados no dia da condenação no caso do homicídio de Amélia Fialho

Diana Fialho foi condenada a 24 anos de prisão, Iuri Mata a 23.
Tânia Laranjo 29 de Julho de 2019 às 21:14
Amélia Fialho vivia com a filha e o genro no Montijo
Amélia Fialho vivia com a filha e o genro no Montijo FOTO: Direitos Reservados

O tribunal deu como provado que Diana Fialho e Iuri Mata cometeram um crime premeditado. O casal traçou o plano meses antes de o concretizar. Os dois queriam a herança da mulher que já tinha dito às amigas que iria tirar a filha adotiva do testamento.

O casal planeou a morte de Amélia Fialho, pelo menos, três meses antes do crime. Esta nova prova atrasou a leitura da sentença, que estava marcada para 19 de julho.

O resultado da perícia ao material informático, apreendido pela Polícia Judiciária de Setúbal na casa de Diana e Iuri, não jogou a favor dos arguidos. O coletivo de juízos considerou o motivo "torpe e censurável".

Os dois queriam a herança da professora do Montijo. Engendraram e planearam a morte que o ,Ministério Público considerou como "maquiavélica e com requintes de barbárie".

O procurador já tinha dito que não havia forma de negar a existência do crime de homicídio qualificado e depois profanação de cadáver de Amélia Fialho. As testemunhas arroladas à defesa, na terceira audiência do julgamento, foram arrasadoras para a prova produzida na investigação.

Entre elas, professoras e amigas da vítima mortal, que falaram do clima de hostilidade e distanciamento entre mãe e filha adotiva. Disseram ter conhecimento de que Amélia Fialho já tinha ameaçado retirar diana Fialho do testamento.

A defesa dos dois arguidos rebateu, por várias vezes, a prova. Os advogados disseram ser fraca e coxa. Pediram a absolvição do casal, que nunca proferiu uma palavra.

O tribunal deu como provado que Diana Fialho e Iuri Mata drogaram Amélia. Ao jantar, colocaram fármacos na bebida que a puseram a dormir. De seguida, com um martelo, a filha adotiva deu o primeiro golpe.

Embrulharam o corpo e colocaram-no na bagageira do carro. Pararam num posto de combustível, onde compraram um garrafão de água, que encheram com gasolina, e um isqueiro. Atearam depois fogo ao cadáver, num terreno agrícola em pegões, no Montijo.

Foi encontrado sangue na roupa dos arguidos e na bagageira da viatura. Os documentos de Amélia estavam escondidos. Já a arma foi atirada para o rio Tejo.

Diana Fialho, filha adotiva, publicou no Facebook que a mãe tinha desaparecido a 01 de setembro de 2018.

O cadáver carbonizado da professora do montijo apareceu passados três dias. 36 horas depois, a filha e o genro foram detidos.




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