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MP pede absolvição de Bruno Jacinto, Mustafá e Bruno de Carvalho da autoria moral do ataque a Alcochete
11 de março de 2020 às 07:47

MP pede absolvição de Bruno Jacinto, Mustafá e Bruno de Carvalho na invasão à Academia do Sporting

O julgamento da invasão à academia do Sporting, em Alcochete, é retomado esta quarta-feira com as alegações finais do Ministério Público, para as quais a juíza exigiu a presença dos 44 arguidos no tribunal de Monsanto.

Depois de uma paragem de quase duas semanas, o julgamento, que começou em 18 de novembro do ano passado, entra na fase de alegações, depois de, ao longo de 35 sessões, terem sido ouvidas 65 testemunhas de acusação e 90 de defesa.

Dos 44 arguidos do processo, 22 prestaram declarações, entre os quais Bruno de Carvalho, presidente do clube à data dos factos, Nuno Mendes, conhecido como 'Mustafá', líder da claque Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, acusados da autoria moral de 40 crimes de ameaça gravada, 19 crimes de ofensas à integridade física qualificadas e por 38 crimes de sequestro.

Quarta-feira, 11 de março de 2020 às 11h08

MP

O Ministério Público deu como provado que 28 dos 44 arguidos entraram na ala profissional e que um número não apurado de arguidos entrou no balneário.

O MP adianta ainda que não se conseguiu provar que arguidos que permaneceram à porta tiveram intenção de bloquear e impedir a saída dos jogadores tendo ainda em conta que William de Carvalho saiu a meio das agressões e que não foi impedido.

O Ministério Público dá como provado no seu entender que o ataque começou a ser planeado a 13 de Maio após o jogo do Marítimo na Madeira.

Quarta-feira, 11 de março de 2020 às 12h11

O Ministério Público apenas consegue identificar 2 agressores, ou seja, que efetivamente bateram em jogadores ou staff: Rúben Marques e Leandro Almeida

O restante grupo de nove pessoas, quase todas de cara destapada, no qual se inseria Fernando Mendes, pretendia "assegurar o bom sucesso do plano ao qual tinha dado apoio mantendo se na retaguarda dos agressores para poderem dizer que nada tinham a ver com o sucedido. Nada fizeram nem mesmo quando Jorge Jesus pediu ajuda. Fernando Mendes e Aleluia não demonstraram especial revolta com o sucedido e só se preocuparam em sublinhar que nada tinham a ver com a situação porque iam de cara destapada". 

Quarta-feira, 11 de março de 2020 às 12h14

O Ministério Público diz que não se fez prova que Mustafá tivesse ordenado ou incitado os outros 41 arguidos à prática dos crimes, e que não se fez prova de que Bruno de Carvalho com a frase "façam o que quiserem" se referisse a um ataque à academia.

Assim, o MP exclui a autoria moral dos crimes a Bruno Jacinto, Mustafá e Bruno de Carvalho, pedindo assim a absolvição dos mesmos.

Dos restantes arguidos, é pedida a absolvição por sequestro, dano com violência e detenção de arma proibida.

Quarta-feira, 11 de março de 2020 às 12h41

O Ministério Público pede absolvição de Mustafá pelo crime de tráfico de droga e a condenação dos 41 arguidos do crime de introdução em lugar vedado ao público, 17 de ofensas a integridade física qualificada e 25 de ameaça agravada. O MP diz que não se fez prova suficiente para classificar estes dois ultimos crimes como terrorismo.

O MP pede absolvição dos arguidos dos crimes de sequestro e pede como pena única para 37 deles que nunca exceda os cinco anos.

Quarta-feira, 11 de março de 2020 às 12h42

Para Fernando mendes e outros, tendo em conta terem antecedentes criminais, o MP sugere pena de prisão efetiva. A efetividade da pena de prisão deve ser ponderada tendo em conta os antecedente criminais dos 37 arguidos.

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