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Ex-presidente da Associação Raríssimas
02 de setembro de 2021 às 09:28

Revisora de contas da Raríssima afirma que instituição apresentava movimentos na conta bancária "sem justificação"

O início do julgamento do caso Raríssimas arranca esta quinta-feira no Tribunal de Loures. Paula Brito da Costa, antiga presidente e fundadora da Raríssimas, exige 147 mil euros de indeminização à Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras por considerar ilegal o processo de despedimento. 

Quatro anos depois, Paula Brito de Costa está em tribunal com representantes da instituição, de onde foi afastada em 2017. 

A ex-presidente está indiciada pelos crimes de recebimento indevido de vantagem, peculato e falsificação de documentos. Terá usado cerca de 350 mil euros da associação para gastos pessoais. 

A associação pediu também uma indeminização a Paula Brito da Costa na ordem dos 380 mil euros, uma vez que muitas das despesas apresentadas pela ex-presidente não parecem ter justificação. 

Quinta-feira, 02 de setembro de 2021 às 10h21

Primeira testemunha

A primeira testemunha a ser ouvida esta quinta-feira é a namorada do filho da Paula brito da Costa. A terapeuta ocupacional trabalhou na casa entre 2014 e dezembro de 2019.

Quinta-feira, 02 de setembro de 2021 às 10h25

Primeira declaração

Revela que era Paula quem provava a comida do refeitório da instituição como controlo da qualidade.

A namorada afirma que existia um BMW "disponível para serviços". "Cheguei a vê-la no carro, assim como o doutor Nuno branco. Via-a o carro com muita regularidade, quando chegava, quando saía. Sempre nos disseram que se a carrinha de serviço estivesse ocupada, podíamos usar o BMW. Não me parece que fosse o carro pessoal da doutora Paula", acerscenta.

Quinta-feira, 02 de setembro de 2021 às 10h27

"Construiu a Raríssimas com o coração e com as tripas"

"Vi a doutora Paula com muita tristeza e mágoa quando foi despedida. Isto foi tudo para que ela trabalhou. A doutora Paula vivia para o trabalho. Construiu a Raríssimas com o coração e com as tripas. Estava muito triste. Não tenho conhecimento que se tenha separado do marido mas sei que fez consultas devido a uma depressão", afirma a testemunha perante a saída da ex-presidente da instituição.

Quinta-feira, 02 de setembro de 2021 às 10h52

Célia Maria Custódio, revisora de contas e ex-sócia da empresa que auditava as contas da Raríssimas

Segue-se Célia Maria Custódio, revisora de contas e ex-sócia da empresa que auditava as contas da Raríssimas.

"As contas da Raríssimas tinham "reservas": desacordo, com valores errados ou limitações. Falta de informações", começa por dizer, acrescentando: "Havia movimentos, em 2016, nas contas bancárias, sem justificação"

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