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Lisboa não paga visita do Papa

Igreja procura mecenas que paguem os 200 mil euros que custa o altar no Terreiro do Paço.

02 de março de 2010 às 00:30

Dois pesos e duas medidas. Enquanto a Câmara do Porto se prontificou a custear todas as despesas logísticas relacionadas com a visita do Papa à cidade, a Câmara de Lisboa já fez saber que não suportará qualquer gasto com a estada de Bento XVI na capital portuguesa.

A questão ainda não está totalmente fechada, mas a Igreja Católica já avançou com uma campanha junto de mecenas no sentido de conseguir os 200 mil euros necessários para pagar a estrutura onde será instalado o altar para a celebração eucarística do dia 11 de Maio à tarde, no Terreiro do Paço.

'Já temos a promessa de alguns beneméritos, mas ainda estamos longe de conseguir a totalidade do dinheiro necessário', disse ao CM D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa e responsável pela organização da visita do Papa a Portugal.

O prelado não quis comentar o facto de a Câmara de Lisboa não se ter disponibilizado a ajudar financeiramente a realização do evento, nomeadamente no que toca à celebração no Terreiro do Paço, referindo que se trata de 'uma opção política que temos naturalmente de respeitar'.

No Porto, a situação é muito diferente, já que foi o próprio presidente da autarquia, Rui Rio, a dar a garantia ao bispo da diocese, D. Manuel Clemente, de que a autarquia suportará todas as despesas relacionadas com as cerimónias públicas, particularmente a Missa na Avenida dos Aliados. O autarca considera que 'a visita do Papa é, sem sombra de dúvida, um grande acontecimento para a cidade'.

A verba que a Câmara do Porto vai investir no evento ainda não está totalmente definida, mas fonte da autarquia garantiu ao CM que 'não será inferior a 300 mil euros'.

Entre os investimentos previstos estão um palco para o altar, colunas de som em todo o espaço e quatro ecrãs gigantes.

PEDIDA TOLERÂNCIA DE PONTO

Os bispos portugueses esperam que o Governo ceda tolerância de ponto aquando da visita do Papa a Portugal. O assunto está ainda a ser alvo de conversações, mas tudo indica que sejam consentidas 'algumas faltas ao trabalho'.

'Esperamos que sejam dadas facilidades às pessoas para que possam assistir às cerimónias públicas em que o Santo Padre esteja presente', disse ontem em Fátima o porta-voz da Conferência Episcopal, padre Manuel Morujão, sublinhando que, 'em nossa opinião, a tolerância de ponto será muito bem-vinda'.

Sendo certo que não haverá quatro dias de tolerância de ponto no País, o mais certo é que o Governo venha a concedê-la de forma faseada, para os dias 11, 13 e 14.

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