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Correio da Manhã

Portugal
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Mãe e filho em negócio de prostituição

Arguidos recrutavam mulheres para sexo com clientes que angariavam.
Ana Palma 18 de Fevereiro de 2015 às 08:01
Dois casais vão responder, no Tribunal de Portimão, pelo crime de lenocínio
Dois casais vão responder, no Tribunal de Portimão, pelo crime de lenocínio FOTO: Pedro Noel da Luz

Mãe e filho, e respetivos namorados, vão responder, no Tribunal de Portimão, pelo crime de lenocínio, de forma continuada, em coautoria. De acordo com a acusação, a que o CM teve acesso, os arguidos recrutavam mulheres – algumas estrangeiras – para se prostituírem, tendo arrendado, para a prática dos atos sexuais, uma vivenda na urbanização de Monte Canelas, Portimão.

Segundo o Ministério Público (MP), foi o casal mais velho quem elaborou "o plano", ao qual os outros dois "aderiram". Os clientes eram angariados através de anúncios publicados nos jornais e em sites na internet. Antes de se deslocarem à moradia, os clientes telefonavam para o número de telemóvel indicado, sendo informados sobre a localização da casa e os preços cobrados (coito vaginal, meia hora, 40 €, ou uma hora, 60, sexo anal, 50 €, e show lésbico, 120 €). Estes valores eram depois divididos entre a ‘casa’ e a prostituta. A 13 de março de 2012, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) desencadeou uma operação na moradia e acabou com a situação de lenocínio.

Contudo, no mês seguinte, os arguidos retomaram a atividade, desta vez numa casa da praceta Major David Neto, em Portimão. O SEF voltou a atuar e, a 26 de setembro de 2012, desmantelou a rede. 

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