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Marinha prevê dificuldades para encontrar pescador na Figueira da Foz

Vítima do naufrágio do barco 'Veneza' desapareceu no mar na quarta-feira.

30 de novembro de 2017 às 15:31

A Marinha Portuguesa estima que os próximos dias sejam de trabalho intenso para encontrar o pescador ainda desaparecido e a embarcação de pesca que naufragou na quarta-feira, ao largo da Figueira da Foz.

Em declarações à agência Lusa, Pedro Coelho Dias, porta-voz da Marinha, explicou que as buscas estão a decorrer numa área entre a última posição conhecida da embarcação que naufragou (dada por um sistema de controlo das atividades de pesca) e o local onde foi emitido o alerta, dado automaticamente na madrugada de quarta-feira por rádio baliza de emergência, uma boia que se solta da embarcação - "vem à superfície e fica à deriva" -, mas cujos dados não permitem saber a localização precisa do naufrágio "por ter uma margem de erro entre os dois a quatro quilómetros".

O naufrágio ocorreu a 11 milhas (cerca de 20 quilómetros) da praia da Costa de Lavos, a sul da Figueira da Foz. A embarcação de pesca tinha quatro pessoas a bordo, sendo que as autoridades já recuperaram três corpos.

De acordo com Pedro Coelho Dias, o dispositivo de buscas foi reforçado esta quarta-feira, incluindo a corveta João Roby, três lanchas salva-vidas de Aveiro, Figueira da Foz e Nazaré, e um avião C-295 da Força Aérea Portuguesa, "que permite estender a área de busca".

Em trânsito para o local das buscas, onde deverá chegar a meio da tarde desta quinta-feira, está o navio Gago Coutinho de investigação científica do Instituto Hidrográfico, que possui equipamentos como um sonar lateral para tentar encontrar a embarcação no fundo e um ROV, veículo operado remotamente para meio subaquático, que tem capacidade para recolher imagens (vídeo e fotografia) do fundo do mar.

No navio, viaja ainda uma equipa especializada em mergulho profundo e uma câmara de descompressão, necessária à operação dos mergulhadores.

Caso a embarcação seja detetada no fundo do mar, Pedro Coelho Dias antecipa uma operação "que pode ser complexa", face à profundidade no local do alerta - cerca de 70 metros, o equivalente à altura de um prédio de 25 andares - e ao estado do mar, com ondas de três metros.

"São cerca de 70 metros, mas pode ser mais profundo e 10 a 12 metros é uma diferença brutal nas condições de mergulho. Temos equipamento para isso, mas vai ser um desafio. Os próximos dias vão ser de trabalho intenso", frisou o porta-voz da Marinha.

Pedro Coelho Dias disse ainda que as previsões apontam para um decréscimo do tamanho das ondas para os dois metros a partir de hoje, fazendo com que os mergulhadores possam encontrar condições para operar a partir da manhã de sexta-feira, "mas ondas de dois metros ainda é mar alteroso", avisou.

O naufrágio da embarcação de pesca de nove metros, registada na Figueira da Foz, distrito de Coimbra, mas com tripulação de Ribamar (Lourinhã) e Torres Vedras, no distrito de Lisboa, provocou a morte de três pessoas e um pescador continua desaparecido.

Após o alerta, na madrugada de quarta-feira, foram enviados para o local um helicóptero EH-101 da Força Aérea, o salva-vidas da Figueira da Foz (distrito de Coimbra), uma embarcação de alta velocidade da Polícia Marítima e uma corveta da Marinha.

Pelas 08:30 de quarta-feira, o helicóptero encontrou destroços e os corpos de dois dos quatro pescadores. O terceiro corpo foi encontrado durante a tarde.

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