Poliana terá dito que pretendia terminar a relação.
Mata prostituta e fica em prisão preventiva
O meu dinheiro acabou-se e ela decidiu pôr fim ao namoro." Foi esta a explicação que Miguel Martins, de 36 anos, deu ao juiz de instrução criminal do Tribunal de Guimarães, para o início da discussão que terminou em homicídio, na madrugada de sábado.
No interrogatório de quase seis horas, ontem à tarde, o autor confesso do homicídio de Poliana Alves Ribeiro, uma brasileira de 34 anos que se dedicava à prostituição, disse que não se apercebeu da morte da companheira e que, logo que recebeu um telefonema a dizer que a mulher tinha morrido, entregou-se à Polícia.
Miguel Martins mantinha, há mais de um ano, um relacionamento amoroso com Poliana e residia no bordel onde esta trabalhava, na rua da Caldeirôa, no centro histórico de Guimarães – onde ocorreu o crime.
A discussão começou na noite de sexta-feira e prolongou-se pela madrugada de sábado. No confronto físico, Miguel apertou o pescoço de Poliana, obstruindo-lhe a traqueia e provocando-lhe a morte. Ao que o Correio da Manhã apurou, o corpo da vítima não apresentava outros sinais de violência, além de algumas marcas ligeiras no pescoço.
Quando se entregou à PSP, Miguel admitiu ter matado a mulher, versão que confirmou depois à Polícia Judiciária de Braga e, ontem, ao juiz de instrução criminal de Guimarães.
Miguel Martins vai agora aguardar julgamento em prisão preventiva, no Estabelecimento Prisional de Braga.
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