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Artigo exclusivo

Gaza: o apocalipse que o olhar não entende

Enclave palestiniano está reduzido a escombros e a reconstrução pode demorar 80 anos e custar 60 mil milhões de euros sem as mais que prováveis derrapagens num território onde há 7500 toneladas de perigosos explosivos por detonar.

30 de novembro de 2025 às 01:30

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O bairro de Shejaiya, arredores da cidade de Gaza, na semana passada
O bairro de Shejaiya, arredores da cidade de Gaza, na semana passada Alfredo Leite
O mercado de Al-Zawiya depois dos ataques de janeiro de 2024
O mercado de Al-Zawiya depois dos ataques de janeiro de 2024 Al Jadallah/Anadolu
O mercado de Al-Zawiya antes dos ataques de janeiro de 2024
O mercado de Al-Zawiya antes dos ataques de janeiro de 2024 Al Jadallah/Anadolu
Edificado em escombros e a economia destruída. A vida não pode regressar ao que já foi
Edificado em escombros e a economia destruída. A vida não pode regressar ao que já foi Al Jadallah/Anadolu
A mesma rua antes dos ataques de janeiro de 2024
A mesma rua antes dos ataques de janeiro de 2024 Al Jadallah/Anadolu
Mesquita de Al Hassaina, à semelhança de tantos outros edifícios histórios, desapareceu por completo
Mesquita de Al Hassaina, à semelhança de tantos outros edifícios histórios, desapareceu por completo Dawoud Abo Alkas/Anadolu
Mesquita de Al Hassaina antes dos ataques de janeiro de 2024
Mesquita de Al Hassaina antes dos ataques de janeiro de 2024 Al Jadallah/Anadolu
Os ataques de Israel começaram no início de outubro de 2023. Nesta foto, da linha de costa, resta a desolação
Os ataques de Israel começaram no início de outubro de 2023. Nesta foto, da linha de costa, resta a desolação Mahmoud Abuhamda/Anadolu
Linha de costa antes dos ataques de janeiro de 2024
Linha de costa antes dos ataques de janeiro de 2024 Mahmoud Abuhamda/Anadolu
Gaza
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A luz turva da manhã misturava-se com o pó que levitava no vento suave do Negev, ali ao lado, em Israel. Foi preciso afinar o olhar para perceber se o que se via era real, de tão irreal que parecia. Mas era. Dali, junto ao olhar, no bairro de Shejaiya, nos arredores da Cidade de Gaza, até ao azul empoeirado do Mediterrâneo no horizonte, só se viam escombros. Já se tinham visto em fotos de jornal e em imagens multiplicadas até à exaustão na TV, mas ali entrava pelo olhar com todos os sentidos apurados. Dava, finalmente, para cheirar e era possível ouvir gente, lá ao longe. Até se escutava o chamamento para a oração num minarete que talvez já só fosse um monte de entulho. E era possível ver gente apressada, crianças a brincar e um homem que subia a um apartamento esventrado pela artilharia.

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