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McCann insistem em proibir livro de Gonçalo Amaral

O casal McCann recorreu para o Supremo Tribunal de Justiça da decisão da Relação em anular a proibição de venda do livro de Gonçalo Amaral "Maddie - A Verdade da Mentira", disse esta quarta-feira a advogada dos pais da criança desaparecida no Algarve, em Maio de 2007.

10 de novembro de 2010 às 20:31

Isabel Duarte, advogada de Gerry e Kate McCann, que estiveram hoje em  Lisboa, garantiu que o recurso foi entregue no Supremo Tribunal de Justiça  a 5 de Novembro, requerendo a nulidade da decisão do Tribunal da Relação  de Lisboa de 19 de Outubro.

No recurso, a advogada fundamenta que a Relação "não levou em consideração factos que, ao longo do processo, nunca foram colocados em causa" e frisou que "esses elementos não foram analisados" pelos juízes desembargadores, para anular a decisão do Tribunal Cível de Lisboa na sequência de providência cautelar interposta pelos pais de Madeleine.

"A Relação não considerou que o livro foi feito para fazer dinheiro, para aprofundar a dor do casal McCann e para prejudicar a investigação", sublinhou Isabel Duarte, que ainda não devolveu o livro de Gonçalo Amaral  à editora Guerra & Paz, para que a obra do ex-inspector regresse às livrarias.

A advogada, fiel depositária dos exemplares do livro por determinação do Tribunal Cível, disse que "nada a obrigará a entregá-los enquanto não  houver uma decisão final" do Supremo Tribunal de Justiça.

Em Janeiro, o Tribunal Cível de Lisboa julgou a providência cautelar  interposta pelos McCann (decretada provisoriamente a 9 de Setembro) e decidiu manter a proibição de venda do livro de Gonçalo Amaral e proibiu o ex-inspector da Polícia Judiciária de conceder entrevistas, quer em Portugal e no estrangeiro. A Relação deu depois provimento ao recurso de Gonçalo Amaral, que defende no livro a tese de envolvimento de Kate e Gerry McCann no desaparecimento da filha em Maio de 2007, num apartamento turístico do Algarve.

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