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Correio da Manhã

Portugal
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Médico recusado na Urgência

Um médico da capital algarvia, Emanuel Reis, de 51 anos, está revoltado contra o Conselho de Administração (CA) do Hospital Distrital de Faro (HDF) por recusar, há dez anos consecutivos, a sua proposta para trabalhar no Serviço de Urgência (SU).
15 de Janeiro de 2007 às 00:00
“Sou médico há 25 anos, tenho três de cirurgia plástica, quatro de urologia e de cirurgia geral, fiz urgências durante sete anos, pelo que não percebo os motivos dessa recusa”, afirma o clínico, que garante “ter meios técnicos para fazer urgências no HDF”.
No último Verão, Emanuel Reis diz que foi chamado para colaborar no Plano de Verão do Algarve, tendo feito dois períodos de 12 horas. “Depois fui chamado ao director, que me disse não haver verba, suspendeu a minha colaboração e até hoje não me pagaram nada”, queixa-se o médico, que critica a contratação de profissionais espanhóis no SU enquanto é recusada a colaboração de um médico local que “gostaria de não perder a mão, trabalhando na urgência do hospital da sua terra”.
O CA do HDF confirma que há um “grande número de médicos estrangeiros” no SU, pertencentes aos quadros da União Médico-Hispano-Portuguesa S.L. que trabalham através da celebração de contratos. Segundo o CA, a contratação individual “só tem sido utilizada para a contratação de médicos integrados em equipas de especialidades”.
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