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Correio da Manhã

Portugal
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Mulher acusada de fogo posto diz que Espírito Santo lhe incendiou a casa

Mulher de 38 anos está a responder por crimes de incêndio e dano qualificado, no Tribunal de Portimão.
Ana Palma 9 de Fevereiro de 2019 às 01:30
Mulher deitou fogo a apartamento de Portimão, em 2018
Mulher deitou fogo a apartamento de Portimão, em 2018
Mulher deitou fogo a apartamento de Portimão, em 2018
Mulher deitou fogo a apartamento de Portimão, em 2018
Mulher deitou fogo a apartamento de Portimão, em 2018
Mulher deitou fogo a apartamento de Portimão, em 2018
Mulher deitou fogo a apartamento de Portimão, em 2018
Mulher deitou fogo a apartamento de Portimão, em 2018
Mulher deitou fogo a apartamento de Portimão, em 2018
"Foi o Divino Espírito Santo quem incendiou a minha casa." A afirmação foi feita por Ancha Cutchaio Martins, no Tribunal de Portimão, onde a moçambicana, de 38 anos, está a ser julgada por ter feito explodir o apartamento onde vivia, na avenida 25 de Abril, a 23 de maio de 2018.

A arguida, que responde pelos crimes de incêndio e dano qualificado, descreve-se, nas redes sociais, como "Rainha Pastora Ancha", que "representa a Missão Lírio dos Vales, da Igreja de Jesus".

Ancha, que está em prisão preventiva na cadeia de Odemira, disse ainda em tribunal ter sido o também Espírito Santo quem ateou outros fogos, como "os de Monchique e da Califórnia".

Nas suas declarações, a arguida disse ainda "ter sempre combustível em casa, para dar aos amigos que lhe davam boleia". Contudo, uma testemunha que morava no apartamento que explodiu (Ancha, que estava desempregada, arrendava quartos para conseguir algum dinheiro) disse nunca lá ter visto combustível.

Sobre o pedido cível, Ancha afirmou que, agora, "a única coisa" que tem são "as celas da prisão". O advogado da arguida requereu que a mulher seja submetida a uma perícia psiquiátrica, o que foi deferido.

PORMENORES
Sete litros de gasolina
De acordo com o Ministério Público, a arguida derramou sete litros da gasolina em vários "locais dos quartos, ateando-lhes fogo", o que "causou uma forte explosão". Mas, antes, Ancha colocou os seus bens em segurança, dentro de sacos no patamar exterior da casa.

Apartamento penhorado
O apartamento de Ancha tinha sido penhorado pelo banco e a mulher foi notificada de que, no dia 29 de maio de 2018, a agente de execução iria tomar conta do imóvel. Confrontada com a iminência do despejo, a arguida fez explodir a casa a 23 de maio.
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