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Correio da Manhã

Portugal
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Obrigada a sexo para sustentar trio

Vítima entregava cerca de seis mil euros por mês aos arguidos.
Nelson Rodrigues 12 de Julho de 2015 às 00:30
Dois dos arguidos à saída do Tribunal de Instrução Criminal do Porto, após serem detidos, em 2012
Dois dos arguidos à saída do Tribunal de Instrução Criminal do Porto, após serem detidos, em 2012 FOTO: Amândia Queirós
Por meia hora de sexo, os clientes pagavam entre 20 e 25 euros – dependendo do tipo de ato sexual que praticavam. Por dia, a jovem, que vivia como uma escrava, ganhava entre 160 e 200 euros, o que somava cerca de seis mil euros por mês. Todo o dinheiro tinha de ser entregue a duas mulheres e um homem que a ameaçavam de morte, espancavam e humilhavam. Os três arguidos estão acusados de crimes de lenocínio e começarão a ser julgados em novembro, no Tribunal de S. João Novo, no Porto.

Os crimes ocorreram entre o início de 2009 e novembro de 2012. Durante este tempo, Rosa Henriques, Paula Alves e José Gomes nunca trabalharam e viviam exclusivamente do dinheiro que a vítima ganhava com a prostituição. Era assim que pagavam as despesas, que compravam alimentos e pagavam a renda de mil euros da casa onde viviam, na rua Alexandre Herculano, no Porto.

Segundo o processo, os passos da vítima, que em 2009 tinha 21 anos, eram vigiados. Eram os arguidos que a levavam até à porta de uma pensão para que se encontrasse com os clientes. Escolhiam-lhe a roupa, curta e decotada, e controlavam o número de homens que atendia por dia. À jovem apenas lhe davam um pão e um leite achocolatado para comer durante o dia. Obrigavam- -na ainda a dormir com os cães.
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