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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Obrigatória cadeirinha de criança

Como transportar as crianças? Que cor devem ter os coletes? Afinal, quantos triângulos são necessários? Três dias depois da entrada em vigor do novo Código da Estrada, são estas as perguntas mais comuns dirigidas à Direcção-Geral de Viação (DGV) pela linha de atendimento telefónico, revelou ao CM fonte do organismo.

29 de março de 2005 às 00:00

“Além da cor dos coletes, que já foi regulamentada [verde, amarelo, cor-de-laranja, cor-de-rosa] e de dúvidas sobre o número de triângulos a ter no carro [um é obrigatório], é o problema do transporte de crianças o mais comum”, adiantou a fonte.

Uma portaria publicada quinta-feira em Diário da República refere que as crianças com menos de 12 anos e menos de 1,50 metros, cujo peso exceda os 36 quilos (peso máximo para os tipos de caderinha homologados), devem utilizar o cinto de segurança – mas com um dispositivo elevatório que permita o uso daquele acessório em condições de segurança. “Ou seja, a criança deve estar sentada de modo a que o cinto de segurança não fique junto ao pescoço“, disse o responsável da DGV.

Por outro lado, os técnicos da DGV continuam a ser confrontados com questões mais “preocupantes”. “Ainda há quem queira informação sobre o significado da linha contínua”, lamentou. “As regras são as mesmas.”

O novo Código da Estrada entrou em vigor às 00h00 de dia 26, em plena Operação Páscoa da Brigada de Trânsito (BT), que terminou à meia--noite de ontem.

De acordo com a informação provisória, sem os valores totais de ontem, os principais índices de sinistralidade desceram em relação ao ano passado.

FERIDAS DUAS AGENTES DA BRIGADA FISCAL

Duas militares ao serviço da Brigada Fiscal de Évora ficaram ontem feridas com gravidade quando o carro em que seguiam se despistou, ao quilómetros 81 da EN 380, entre Évora e as Alcáçovas.

As vítimas viajavam num jipe Nissan Patrol da Brigada Fiscal, descaracterizado, e regressavam ao aquartelamento de Évora, onde estão destacadas.

Uma das militares teve de ser evacuada para o Hospital de S. José, e segundo o tenente-coronel Oliveira, da Brigada Fiscal, “encontra-se em estado de coma”. A outra permanece internada no Hospital de Évora com quatro costelas partidas, mas está consciente e livre de perigo.

As causas do sinistro são ainda desconhecidas, sendo certo que na altura em que o mesmo aconteceu, cerca 0h30, o piso estava escorregadio. As autoridades abriram já um inquérito para apurar os factos.

No local do acidente estiveram oito bombeiros de Évora auxiliados por quatro viaturas. Segundo fonte da corporação, não foi necessário proceder a operações de desencarceramento.

A militar que inspira maiores cuidados presta serviço nesta unidade da Brigada Fiscal há dois anos. A sua colega está na Guarda Nacional Republicana desde 2003, mas iniciou as funções actuais há escassos 15 dias.

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