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Correio da Manhã

Portugal
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Padrasto de Joana Cipriano pede às autoridades que investiguem ligação do suspeito de raptar Maddie ao desaparecimento da enteada

"O corpo dela nunca foi encontrado", disse Leandro Silva em entrevista.
Beatriz Madaleno de Assunção(beatrizassuncao@cmjornal.pt) 10 de Junho de 2020 às 09:17
Joana  tinha 12 anos  quando foi  assassinada
Joana Cipriano
Padrasto de Joana, Leandro Silva
Joana  tinha 12 anos  quando foi  assassinada
Joana Cipriano
Padrasto de Joana, Leandro Silva
Joana  tinha 12 anos  quando foi  assassinada
Joana Cipriano
Padrasto de Joana, Leandro Silva
O padrastro de Joana Cipriano pediu que a Polícia Judiciária portuguesa e as autoridades alemãs investiguem o suspeito de raptar Maddie relativamente ao seu envolvimento no rapto e assassinato da enteada.

Recorde-se que Joana desapareceu quando tinha oito anos, a 12 de setembro de 2004, na Figueira, a 8 quilómetros do apartamento da Praia da Luz, no Algarve, onde Maddie desapareceu, em 2007, a poucos dias de fazer quatro anos.

Na altura, a mãe e tio da menina, Leonor e João Cipriano, foram condenados pelo homicídio da criança, apesar do corpo nunca ter sido encontrado. No entanto, e apesar de serem condenados, ambos insistem que estão inocentes. Segundo avança o Mirror, o padrasto de Joana, Leandro Silva, de 54 anos, veio agora apelar às autoridades portuguesas e alemãs para que investiguem a possível ligação entre Christian Brueckner (o principal suspeito do rapto de Maddie) e o desaparecimento da menina.

"Quando vi que era suspeito de ter raptado a Maddie, pensei logo na Joana e que ele podia estar envolvido. O desaparecimento da minha enteada é um caso que não foi resolvido, independentemente do que dizem as autoridades", disse Leandro em entrevista ao jornal britânico.

O padrasto de Joana reforçou também que o corpo da criança nunca foi encontrado: 
"O corpo dela nunca foi encontrado e eu sei que a Leonor nunca seria capaz de fazer mal à Joana, era uma boa mãe. (....) Acho que as autoridades geriram mal a investigação e por isso queria que fosse reaberta por forma a confirmar se o alemão está envolvido".

"Para mim, há muitas semelhanças em ambos os desaparecimentos. Eu sonho em saber o que aconteceu com a Joana, assim como sei que os McCann precisam de saber o que aconteceu a Madeleine, mesmo que isso signifique descobrir que elas estão mortas (...) Quero que seja feita justiça e sinto que ainda faltam algumas respostas.

Recorde-se que a investigação do desaparecimento de Joana foi levada a cabo por Gonçalo Amaral, o mesmo detetive que investigou o rapto de Maddie. Mãe e tio de Joana mataram alegadamente a menina por esta os ter encontrado a manter relações sexuais. Na altura, Leonor Cipriano acabou por confessar o crime mas, em 2019, altura em que saiu da cadeia, a mãe da menina disse ter sido pressionada pela Polícia Judiciária, insistindo que era inocente: "Entrei nesta cadeia sem fazer mal à minha filha".João, o tio da menina, confessou ter cortado Joana aos pedaços e lançando aos porcos. 

Leonor confessou à polícia o assassinato da menina, mas atualmente insiste que sempre foi inocente. João confessou cortar o corpo de Joana em pedaços e lançá-los aos porcos. O tio da menina, agora também em liberdade, alega ter sido 'forçado' a confessar o crime. 

Christian Brueckner: Suspeito de estar envolvido no desaparecimento de várias crianças 
Recorde-se que as autoridades europeias acreditam no envolvimento de Christian Brueckner no desaparecimento de várias crianças, entre elas Réne Hasse, de seis anos, em 1996 e Inga, de cinco anos, em 2015. Também o pai de uma jovem que desapareceu há quase 20 anos na Alemanha, veio agora pedir à polícia que invetsigue o suspeito do rapto de Maddie.

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