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‘Palito’ foi acusado de quatro homicídios

Matou a sogra e a tia da ex-companheira. Ainda atingiu a tiro a filha e a ex-mulher e fugiu.

24 de novembro de 2014 às 16:08

O Ministério Público deduziu acusação contra Manuel Baltazar. ‘Palito’ está acusado do homicídio da sogra e de uma tia da ex-mulher e da tentativa de homicídio da ex-mulher e da filha, em Valongo dos Azeites, S. João da Pesqueira, na Quinta-feira Santa.

Caiu o crime de detenção de arma proibida, uma vez que a caçadeira utilizada para efetuar os disparos não foi encontrada. A defesa do homem de 61 anos admite pedir abertura de instrução relativamente às duas tentativas de homicídio. Tem agora 20 dias para o fazer.

A acusação foi deduzida nos últimos dias do prazo de seis meses, após Manuel Baltazar ter sido ouvido no Tribunal de S. João da Pesqueira, que decretou a prisão preventiva.

Se não fosse agora acusado, o duplo homicida teria de ser libertado, por excesso de prazo da prisão preventiva.

Manuel Baltazar tinha já uma pena de quatro anos de cadeia para cumprir, por violência doméstica. A pena estava suspensa. ‘Palito’ tinha, no entanto, uma pulseira eletrónica, de forma a impedir que se aproximasse da ex-mulher, Angelina, que viveu momentos de terror nas suas mãos. O homem violara a condição exigida pela Justiça por duas vezes, dias antes do violento crime que abalou o País.

No próprio dia, 17 de abril, esteve a menos de 400 metros da vítima, duas horas antes de disparar contra as quatro mulheres, tirando a vida à sogra e a uma tia da ex-mulher, Lina Silva e Elisa Barros. Dirigiu-se depois a casa, onde terá cortado a pulseira eletrónica, e pôs-se em fuga. Manuel ‘Palito’ esteve fugido às autoridades durante 34 dias e foi detido junto à sua casa, em Trevões, sem oferecer qualquer resistência.

Dias depois de ter sido detido, o juiz ainda decretou que Manuel ‘Palito’ deveria passar para prisão efetiva, imediatamente, para cumprir a pena restante pelo crime de violência doméstica.

O recurso do advogado de defesa acabou, porém, por adiar o trânsito em julgado desta decisão, o que faz com que o homicida de Trevões ainda se mantenha em prisão preventiva. Arrisca agora uma pena que pode ir até 25 anos de prisão.

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