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Passaporte de Eliza Samudio encontrado num apartamento em Portugal reacende mistério 15 anos após crime

Documento tem registo de entrada em Portugal a 5 de maio de 2007 mas não tem registo de saída.

06 de janeiro de 2026 às 10:03
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Passaporte de Eliza Samudio encontrado num apartamento em Portugal reacende mistério 15 anos após crime

O passaporte de Eliza Samudio foi encontrado num apartamento em Portugal, 15 anos após o seu homicídio. Segundo a justiça brasileira, a modelo foi assassinada em 2010 no Brasil, pelo guarda-redes do Flamengo, Bruno Fernandes, com quem mantinha um caso. Apesar do corpo nunca ter sido encontrado, a justiça do Brasil não teve dúvidas e condenou o atleta a 22 anos e três meses de prisão por homicídio e sequestro da jovem.

Acontece que, 15 anos depois do crime, o mistério da morte de Eliza reacendeu com os dados mais recentes - a descoberta do passaporte da vítima por um homem na estante de um apartamento alugado em Portugal. De acordo com a informação que está no documento, o passaporte de Eliza deu entrada em Portugal a 5 de maio de 2007 - cerca de três anos antes de ter sido mãe do filho do guarda-redes, no Brasil. Não há, no entanto, registo no documento de uma data de saída do País e também não terá sido emitido um segundo passaporte.

O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa já tomou conhecimento da situação e entrou em contacto com o consulado no Brasil.

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Recorde-se que Eliza, na altura com 25 anos, desapareceu numa viagem de regresso a casa quando ia ter com o guarda-redes Bruno Fernandes, com quem tinha tido um filho (na altura com quatro meses) e cuja paternidade não era reconhecida. Desde então nunca mais foi vista. 

Segundo o G1, em 2010, Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro, Brasil, para uma propriedade do atleta onde terá permanecido até ser entregue a Marcos Aparecido dos Santos, ex-polícia, que, alegadamente, a terá asfixiado e feito desaparecer o corpo.

O bebé, de nome Bruninho, terá sido encontrado bem de saúde em Ribeirão das Neves.

Bruno Fernandes foi condenado em 2013 por homicídio, ocultação de cadáver e sequestro. A ex-mulher do guarda-redes, Dayanne Rodrigues, também foi julgada, mas não lhe foi aplicada nenhuma pena. O guarda-redes Bruno Fernandes está em liberdade condicional desde janeiro de 2023. Marcos Aparecido dos Santos, conhecido por 'Bola', foi condenado a 22 anos de prisão. Elenilson da Silva e Wemerson Marques foram condenados, respetivamente, a três anos e dois anos em regime aberto por sequestro do bebé Bruninho. Na sentença, foi ainda anunciado a condenação a 15 anos de prisão de Luíz Henrique Ferreira Romão, o 'Macarrão', ex-amigo de Bruno Fernandes.

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O mediatismo do homicídio de Eliza deu origem a um documentário na Netflix - 'A Vítima Invisível: O Caso Eliza Samudio'.

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