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Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Pescadores denunciam que defeso do sargo é só para alguns

Embarcados e submarinos sem proibição.

06 de fevereiro de 2019 às 09:07

O defeso do sargo no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina começou no dia 1 de fevereiro e termina a 15 de março.

A proibição da captura desta espécie continua, no entanto, a ser só dirigida aos pescadores lúdicos apeados que pescam em cima das falésias. Os pescadores que usam embarcações ou equipamentos subaquáticos não estão abrangidos por esta paragem biológica.

Os pescadores lúdicos consideram que estão a ser discriminados. "Se existe uma proibição deve ser para todos e não só para alguns. Um pescador que use um barco ou faça caça submarina pode apanhar os sargos que quiser, já o pescador com cana está proibido. Que defeso é este?", questiona David Rosa, representante das Comissões de Pescadores e População da Costa Portuguesa.

A Secretaria de Estado das Pescas elaborou um esboço de portaria e chegou a admitir o fim do defeso do sargo, mas essa intenção foi chumbada pelo Ministério do Ambiente.

Questionado pelo CM, o Ministério do Ambiente esclareceu que "nos períodos da agregação da espécie [época de reprodução] a pesca lúdica apeada, em que não há controlo do número de licenças emitidas, tem de facto um peso enorme, superior ao da pesca profissional cujo número de pescadores é conhecido".

Já sobre as áreas de interdição de pesca, a mesma fonte garante que está em curso o Projeto MarSW, que poderá "concluir pela necessidade de uma revisão desses limites e/ou a criação de novas áreas de interdição".

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