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Polícia Judiciária elogia colaboração de Rui Pinto com as autoridades

Diretor da Judiciária realça competências do jovem.

13 de maio de 2021 às 01:30

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Rui Pinto responde pela prática de 90 crimes
Rui Pinto responde pela prática de 90 crimes Mariline Alves
Polícia Judiciária investigou
Polícia Judiciária investigou Pedro Catarino
Rui Pinto foi detido em Budapeste, na Hungria, onde vivia
Rui Pinto foi detido em Budapeste, na Hungria, onde vivia CMTV
Luís Neves é diretor-nacional da Polícia Judiciária e é uma das testemunhas arroladas pela defesa do arguido
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Aliás, “muitos discos não tinham sido abertos” se não fosse a colaboração do arguido, assegurou Luís Neves. O líder máximo da Judiciária assumiu que, no âmbito desta investigação, foi feita uma “aposta muito grande para localizar o jovem”. Mas, depois de preso, Rui Pinto ficou em silêncio, recusando qualquer tipo de colaboração. Contudo, o comportamento do jovem alterou-se “radicalmente” durante o ano passado. Rui Pinto ajudou a PJ a desencriptar os discos rígidos apreendidos na Hungria. Aceitou revelar todos os segredos em troca da liberdade e da suspensão provisória de processos que o visavam. No depoimento prestado em tribunal, Luís Neves teceu elogios às capacidades do criador do Football Leaks. “Além da formação de que é detentor, tem uma grande memória, é uma pessoa muito capaz e consegue estabelecer grandes conexões”, frisou, acrescentando: “Pelas conversas que tivemos com ele, percebemos que era uma pessoa com conhecimentos e com preocupação. Preocupavam-no questões de desigualdade social e, sobretudo, os branqueamentos de capitais e fraudes fiscais”, explicou.

A testemunha revelou ainda que Rui Pinto “vivia com o que tinha, dois pares de calças e uns ténis. Vivia num sítio modesto [na Hungria] e com algumas dificuldades, até em termos alimentares. Fiquei preocupado, sobretudo com as ameaças”. Questionado pelo advogado do jovem, Luís Neves afirmou que acredita na reinserção de Rui Pinto e que a colaboração é “genuína”. “Entendo que ele pode ser um cidadão que não reitere a prática dos factos de que é suspeito”, frisou.

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