Operação ligada a negócios com a SAD da União de Leiria.
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As autoridades constituiram, até ao momento, seis arguidos no decorrer das buscas realizadas à SAD da União de Leiria, do Sporting e do Benfica, e estádio do Braga, na 'Operação Matrioskas', disse à agência Lusa fonte da Polícia Judiciária.
O empresário russo Alexander Tolstikov, presidente da SAD da União Desportiva de Leiria, a SAD e o clube são três dos arguidos, além de outras três pessoas, "com relações ao presidente da SAD da União de Leiria e à própria SAD deste clube", que também foram constituídas arguidas, adiantou a fonte da PJ.
A mesma fonte admitiu que possam vir a ser constituídos mais arguidos no decorrer da operação, uma vez que a investigação ainda está em curso.
"A investigação desenvolve-se desde o início de 2015, tendo por objeto a presumível prática de crimes de branqueamento, fraude fiscal, falsificação de documentos e associação criminosa por parte de cidadãos nacionais e estrangeiros, correlacionados com a atividade desportiva", explica a PJ, em comunicado.
Buscas nas SAD de três clubes
A Polícia Judiciária realizou na manhã desta terça-feira buscas nas SAD de Benfica, Sporting e Sporting de Braga, por suspeitas de negócios realizados com a SAD do União de Leiria. Os inspetores procuram, no âmbito da 'Operação Matrioskas', contratos de jogadores russos que foram adquiridos ao clube de Leiria.
Vitali Lystsov, defesa-central do Benfica B, foi contratado ao União de Leiria na época passada. Tomas Rukas foi emprestado pelo clube da cidade do Liz ao Sporting. Já Stanislav Kritsyuk, representado pela empresa D-Sports, esteve no Sporting de Braga até janeiro de 2016, altura em que se transferiu para os russos do FK Krasnodar.
Buscas nas SAD da Luz, Alvalade e Braga
O empresário russo Alexander Tolstikov, presidente da SAD do União de Leiria, é o principal alvo das buscas.
A investigação, sabe o CM, nasceu em Leiria, e o alvo de todas as suspeitas é o maior acionista da SAD, a empresa DS Investment LLP, do grupo russo D-Sports, que detém a maioria do capital. Estão em causa crimes de branqueamento de capitais, fraude fiscal, falsificação de documentos e eventualmente associação criminosa.
A PJ acredita que os empresários que detêm a SAD da U. Leiria lavam milhões de euros em Portugal com proveniência no crime organizado na Rússia, sob a fachada dos negócios do futebol.
Benfica e Braga confirmam buscasO Benfica confirmou à Agência Lusa que a Polícia Judiciária solicitou "documentação em relação a duas transações efetuadas com terceiros, no âmbito de uma operação de investigação em que a Benfica SAD não é visada".
O clube da Luz acrescentou também que "toda a documentação solicitada foi facultada".
O Sporting de Braga também já confirmou as buscas realizadas pela Polícia Judiciária.
Numa nota publicada no 'site', o clube afirma que "a Polícia Judiciária se deslocou esta manhã ao Estádio Municipal de Braga a fim de obter a sua cooperação no âmbito de uma investigação criminal em curso", mas esclarece nenhum elemento do clube é visado na denominada "Operação Matrioskas".
PJ diz que existem arguidos; PGR não confirma
Em comunicado enviado às redações, a Polícia Judiciária informou que foram feitas 22 buscas a casas e empresas em Lisboa, Leiria e Braga. Foi apreendido "material com relevante interesse probatório e subsequente constituição de pessoas individuais e coletivas como arguidas".
Já Procuradoria-Geral da República disse, também em comunicado, que a investigação que levou à realização de buscas às SAD do União de Leiria, Sporting e Benfica e aos estádios de futebol de Braga e Leiria "não tem, até ao momento", arguidos constituídos.
PJ faz buscas na SAD do Sp. de Braga
Segundo a PGR, as buscas, que envolveram 22 equipas da PJ, abrangeram os estádios de futebol de Braga e Leiria, as SAD do União de Leiria, do Sporting Clube de Portugal e do Sport Lisboa e Benfica, bem como residências particulares, empresas, veículos, escritórios de contabilidade e um escritório de advocacia.
A investigação, que tem a colaboração da Autoridade Tributária, é dirigida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), tendo as diligências de busca e apreensão ocorridos nas zonas de Lisboa, Leiria, Braga e Viseu, indicou a PGR.
Além da PJ, nas buscas participaram um magistrado do Ministério Público, um juiz e um representante da Ordem dos Advogados.
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