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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Polícia que matou Odair Moniz continua suspenso de funções

Agente tinha como uma das medidas de coação a suspensão de funções e o tribunal remeteu para a PSP a decisão sobre se Bruno Pinto pode ou não voltar à Polícia.

19 de junho de 2026 às 18:30

O diretor nacional da PSP disse esta sexta-feira que continua suspenso o agente que matou Odair Moniz e condenado esta semana a pena suspensa, indicando que é preciso esperar pela processo disciplinar e que a sentença transite em julgado.

"É um caso que ainda não transitou em julgado, ainda admite recurso. Devemos esperar com grande tranquilidade o termo do processo e tudo faremos para continuar a colaborar com a justiça, disse aos jornalistas Luís Carrilho à margem do seminário "Segurança Rodoviária. Consciencialização Preventiva e o seu Impacto na Sinistralidade", organizado pela Polícia de Segurança Pública.

O agente da PSP que matou Odair Moniz na Cova da Moura, Amadora, em outubro de 2024 foi esta semana condenado a três anos e seis meses de pena suspensa, com o tribunal a considerar que Odair Moniz não tinha consigo nenhuma faca.

O agente tinha como uma das medidas de coação a suspensão de funções e o tribunal remeteu para a PSP a decisão sobre se Bruno Pinto pode ou não voltar à Polícia.

O diretor da PSP avançou que está também a decorreu um processo disciplinar na Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) que ainda não está concluído.

"Relativamente ao nosso polícia, ser-lhe-á dada função compatível, mas, como disse, neste momento está suspenso. O processo disciplinar não está na Polícia de Segurança Pública e tem que respeitar a autonomia do Inspetor-Geral da Administração Interna nesse âmbito", precisou.

Luís Carrilho reiterou "grande solidariedade" com o agente Bruno Pinto, justificando que um polícia que passa por uma circunstância como aquela quer "dar o seu melhor".

Tanto o Ministério Público, como a defesa do agente da PSP, já anunciaram que vão recorrer da decisão do tribunal.

Numa resposta enviada à Lusa, a IGAI refere que o processo disciplinar está "pendente e aguarda-se o envio da decisão do processo-crime para análise".

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