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Artigo exclusivo

Polícia torturador com munições irregulares abre porta a crimes com armas

Munições de lotes diferentes dos atribuídos pela PSP não eram rastreáveis até à polícia e poderiam ser usadas em crimes graves.

18 de janeiro de 2026 às 01:30

Guilherme Leme, um dos dois agentes da PSP acusados pelo Ministério Público (MP) de crimes graves contra 13 detidos nas esquadras do Rato e do Bairro Alto, em Lisboa, foi encontrado, nas buscas realizadas a 10 de julho de 2025 no âmbito desse inquérito, na posse de doze munições de calibre 9 mm (para a pistola Glock que lhe está atribuída pelo Estado) que não lhe foram distribuídas pela PSP. O facto de não serem do mesmo lote das entregues pela Polícia leva a que, caso sejam disparadas e os invólucros recolhidos, não possam ser rastreadas até à PSP. Fontes policiais afirmam ao CM que essas munições poderiam ser usadas em crimes com armas de fogo e os investigadores dificilmente chegariam à origem, podendo a posse indiciar premeditação. Recorde-se que o MP descreve como os agentes apontaram as suas pistolas de serviço à cabeça de muitas das 13 vítimas.

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