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Correio da Manhã

Portugal
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Porcos têm de ser queimados

As suiniculturas de grande dimensão ficam a partir de Janeiro obrigadas a possuir um plano de recolha, transformação e incineração dos animais mortos. Por decisão do Ministério do Ambiente, só na posse deste plano os suinicultores podem ter licença ambiental para a actividade.
17 de Novembro de 2008 às 00:30
As maiores explorações suinícolas vão ter de incinerar os animais
As maiores explorações suinícolas vão ter de incinerar os animais FOTO: Natália Ferraz

A medida visa combater a poluição dos lençóis de água, face à prática clandestina de enterrar os animais que morrem vítimas de doenças. O plano de destruição dos cadáveres é o mesmo que está em prática para bovinos, ovinos e caprinos desde 2003, em consequência da doença das vacas loucas. Contudo, sucessivas circulares do Instituto de Financiamento e Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pesca adiaram a aplicação de taxas do Sistema de Recolha de Cadáveres de Animais Mortos na Exploração aos suínos.

Francisco Reis, presidente da Associação Portuguesa de Suinicultores, considera que a entrada em vigor apenas para os grandes produtores é injusta. "Os pequenos produtores vão continuar a enterrar os animais que morrem. Por sua vez, os produtores de bovinos, caprinos e ovinos contam com o apoio do Estado que cobre 40% do custo por quilo de cadáver de animal destruído".

PLANO DE RECOLHA

PRODUTORES

A recolha de cadáveres aplica-se a produtores de mais de 400 animais de engorda ou de 2500 leitões. Grandes explorações são 20% do sector.

INCINERAÇÃO

Os animais, após a recolha, são conduzidos para serem destruídos a altas temperaturas, sendo que a farinha e gordura obtida são co-incineradas nas cimenteiras.

FISCALIZAÇÃO

A Inspecção-Geral do Ambiente e Ordenamento do Território fiscalizou 2000 criadores em 2007. O enterro de cadáveres foi detectado em 30 explorações.

 

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