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Correio da Manhã

Portugal
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Portugal é o país onde mais diminuiu a importância da licenciatura no salário

Trabalhador licenciado tem um salário semelhante ao trabalhador que tem apenas o 12º ano de escolaridade, revela a OCDE.
26 de Abril de 2019 às 13:53
Alunos
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ensino Superior, Nuno Crato, educação, universidades, ensino, alunos, questões sociais, praxe
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Entre 2006 e 2016, o impacto no salário de ter uma licenciatura sofreu uma queda abrupta, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Portugal foi o país em que a importância de um grau académico no salário mais diminuiu, na União Europeia.

De acordo com o relatório da OCDE divulgado esta sexta-feira, o prémio salarial de quem concluiu uma licenciatura face a um jovem com o ensino secundário caiu 22,8 pontos percentuais, a maior entre os 32 países que constituem a OCDE, de acordo com o relatório Outlook Employment 2019.

No entanto, esta queda não acontece só em Portugal. O prémio salarial resultante de ter ou não um curso superior diminuiu em 21 dos países da OCDE. No entanto, em apenas 12 deles a queda da importância salarial foi superior a cinco pontos percentuais. 

A OCDE avança uma possível explicação para esta redução de importância do grau académico da licenciatura no que toca ao salário: é que há "um número crescente de trabalhadores com educação superior" que neste momento se encontram "em profissões que não pagam salários elevados".

Entre 2006 e 2016, a probabilidade de os recém-licenciados portugueses encontrarem um trabalho bem remunerado no país encolheu 25 pontos percentuais. A média dos países da OCDE fixou-se nos 6,4.

Só em três países houve uma subida no prémio salarial de trabalhadores com o ensino superior face a quem concluiu apenas o ensino secundário: Bélgica, Reino Unido e Estónia.

"Apesar de os trabalhadores com educação superior reterem uma vantagem nos ganhos por toda a OCDE, ao longo da última década o prémio salarial da educação caiu em diversos países", refere o documento que acrescenta ainda: "O crescimento do salário médio entre 2006 e 2016 foi particularmente fraco em ocupações altamente qualificadas, que tendem a empregar uma parcela elevada de trabalhadores com educação superior".

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