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Correio da Manhã

Portugal
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“Prefiro matar o meu filho a ter de voltar”

Médica de 38 anos fugiu com o filho, de apenas dois, para evitar partilhar a guarda com o pai.
Fátima Vilaça 24 de Maio de 2018 às 01:30
Mãe de Helena Costa à saída da Polícia Judiciária de Braga, após ser presa. A médica, de 72 anos, fugiu com a filha e o neto
Tribunal de Braga
Tribunal de Braga
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Mãe de Helena Costa à saída da Polícia Judiciária de Braga, após ser presa. A médica, de 72 anos, fugiu com a filha e o neto
Tribunal de Braga
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Mãe de Helena Costa à saída da Polícia Judiciária de Braga, após ser presa. A médica, de 72 anos, fugiu com a filha e o neto
Tribunal de Braga
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Helena Costa, 38 anos, não se conformou com a decisão do Tribunal de Família e Menores de Braga de dar ao pai do filho de apenas dois anos o direito a visitas regulares. Juntamente com os seus próprios pais e irmão, traçou um plano de fuga. A 9 de junho de 2016, as duas mulheres - mãe e avó da criança -, ambas médicas, fugiram com o menino para o Dubai.

Durante um ano, viajaram para a Índia, Nepal, Brasil e depois para o Qatar. Em Portugal, os dois homens - avô e tio do bebé - tratavam de arranjar dinheiro para sustentar a fuga, que só terminou em julho do ano passado, com a intervenção da Polícia Judiciária de Braga, que deteve as duas médicas.

Helena Costa, a mãe, de 72 anos, o pai, com 73, e o irmão, com 42, começam esta quinta-feira a ser julgados no Tribunal de Braga. Estão todos acusados de um crime de sequestro agravado.

Antes de se entregar, Helena Costa ainda ameaçou matar o filho e suicidar-se. "Prefiro pôr termo à vida do meu filho e à minha vida, a ter de voltar e entregá-lo", disse a médica, quando foi contactada pelas autoridades. A ameaça consta da acusação consultada pelo CM.

No documento, o MP refere ainda que a família "delineou o plano" de fuga, por entender que "o convívio com o seu pai [do menor] não era saudável".

A médica anestesista acabou por regressar a Portugal e foi detida no aeroporto de Lisboa. O menino foi, de imediato, entregue aos cuidados do pai.

O progenitor pede uma indemnização de 60 mil euros.
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