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Prisão preventiva para 10 detidos em alegado esquema para lavagem de dinheiro

Rede internacional terá usado bancos nacionais para lavar dinheiro obtido através de burlas.

17 de março de 2026 às 16:09

Dez dos 11 arguidos detidos pela Polícia Judiciária (PJ), suspeitos de pertencer a uma rede internacional que terá usado bancos nacionais para lavar dinheiro obtido através de burlas a empresas estrangeiras, ficaram em prisão preventiva.

Num comunicado divulgado esta teça-feira na sua página na Internet, a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGRP) refere que a Diretoria do Norte da PJ deteve e apresentou a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação 11 arguidos, incluindo um ex-bancário.

A Procuradoria refere que os arguidos (oito mulheres e três homens) estão indiciados pela prática dos crimes de associação criminosa, branqueamento, burla qualificada, falsidade informática, falsificação de documentos e, quanto ao arguido ex-bancário, de corrupção passiva no setor privado.

De acordo com a mesma nota, 10 dos detidos ficaram em prisão preventiva, tendo sido aplicada a uma outra arguida a obrigação de apresentações bissemanais, para além da proibição de se ausentar do país, com entrega do passaporte, e de contactar com os outros arguidos e testemunhas.

A PGRP refere que os arguidos "estão fortemente indiciados de integrarem uma organização criminosa de cariz internacional que, desde o ano de 2023, se dedica, com recurso a identidades falsas (pessoas singulares e/ou coletivas), à abertura e uso de contas bancárias nacionais, para circulação e dissipação de fundos oriundos de crimes praticados especialmente contra empresas, com recurso aos meios informáticos".

"Nesta atividade, o grupo beneficiou da atuação do arguido enquanto bancário que, abusando das funções, permitiu o alargamento dos limites máximos de movimentação 'online' das contas criadas pelo grupo, facilitando a transferência imediata de elevados montantes", refere a mesma nota.

De acordo com a investigação, os alegados crimes causaram um prejuízo no valor global de 1.799.395,59 euros a sete sociedades estrangeiras, que foram desviados para as contas bancárias do grupo através do chamado esquema CEO Fraud, com manipulação do IBAN dos pagamentos a fornecedores, através de interferência nas comunicações eletrónicas.

Nas buscas, que precederam as detenções, foi apreendida inúmera documentação e equipamento informático relacionados com os crimes, diversos relógios, artigos de joalharia e peças de vestuário ostentando marcas de luxo, duas viaturas e quantia monetária superior a 200 mil euros.

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