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Prometem 4 mil euros por mês com sexo

Casal condenado por angariar e explorar mulheres e travestis em Braga.

29 de novembro de 2017 às 01:30

Os apartamentos da avenida da Liberdade, em Braga, alugados ao casal brasileiro eram casas de sexo abertas 24 horas por dia.

Lá dentro, havia mulheres, angariadas no Brasil com a promessa de lucros mensais de milhares de euros, e homens travestis já residentes em Portugal. Eram obrigados a prostituir-se e recebiam, pontualmente, 20 euros. O casal foi recentemente condenado pela Relação de Guimarães a 5 anos de pena suspensa e a pagar 1750 euros à associação O Ninho, de apoio a vítimas de prostituição.

Com o negócio de sexo, que funcionou ao longo do ano de 2014, Luiz e Cristiane lucraram dezenas de milhares de euros, colocados em contas ou transferidos para o Brasil. Nas casas, ele controlava as mulheres e ela anotava num caderno o serviço realizado e o valor cobrado aos clientes.

Duas vítimas angariadas no Brasil receberam a proposta do casal para trabalharem numa empresa de salgados e organização de festas. Chegadas a Portugal, Cristiane disse que a firma ainda não estava em funcionamento.

Sem dinheiro para voltarem ao Brasil, a arguida disse-lhes que a única hipótese seria a prostituição e prometeu-lhes rendimentos mensais de 4 mil euros. As mulheres foram obrigadas a prostituir-se "todos os dias, independentemente da hora e do estado de saúde", indicava a acusação.

O casal foi apanhado em outubro de 2014, após uma investigação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras por tráfico de pessoas, lenocínio e auxílio à imigração ilegal.

A recente decisão judicial é ainda passível de recurso.

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