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"Saí e ele estava vivo"

Daniel diz ao CM que não foi o único a agredir Filipe.

02 de abril de 2016 às 09:34

"Quando saí do apartamento, depois de lhe batermos, ele [Filipe Diogo] estava vivo." A afirmação é de Daniel Neves, 18 anos, que começa a ser julgado segunda-feira, no Tribunal de Santarém, pelo homicídio e profanação de cadáver de Filipe, de 14 anos, em maio do ano passado, em Salvaterra de Magos.

Em declarações ao CM a partir da prisão-escola de Leiria, onde está em preventiva, Daniel justifica que tudo começou com um desentendimento entre ele, Filipe e um outro amigo, que o acusado pelo homicídio afirma ter estado no local do crime.Após as agressões violentas, Daniel garante ter deixado o local, onde ficaram Filipe ("ainda vivo") e o terceiro jovem. Para o Ministério Público, não houve certezas de que esse rapaz tenha estado no apartamento no momento do crime e, por isso, não vai ser julgado. Daniel apresentou várias versões à justiça.

Segundo Daniel, a discussão começou por causa de dívidas de droga: "Ele [Filipe] estava metido numas maroscas bem tramadas, droga e essa coisa toda. Ele tinha dívidas [com o terceiro rapaz]", diz. "Andámos os três à briga. Eu levei na cabeça, nariz e várias partes do corpo."

Após as agressões violentas, Daniel garante ter deixado o local, onde ficaram Filipe ("ainda vivo") e o terceiro jovem. Para o Ministério Público, não houve certezas de que esse rapaz tenha estado no apartamento no momento do crime e, por isso, não vai ser julgado. Daniel apresentou várias versões à justiça.

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