Apenas um militar da Brigada de Trânsito vigia os 561 quilómetros das três auto-estradas que desde 1 de Junho são controladas por aquela unidade da GNR através de videovigilância.
Tal como o CM ontem noticiou, a BT mudou o modelo de patrulhamento na A1 (Lisboa- Porto), A2 (Lisboa-Algarve) e A5 (Lisboa-Cascais), dando menos liberdade de movimentos às patrulhas e mais relevo às imagens captadas pelas câmaras espalhadas pelas três vias, as quais são visualizadas no Centro de Coordenação Operação (CCO) da Brisa, em Carcavelos.
Para tal cinco elementos da BT receberam formação especifica, mas no CCO da Brisa apenas se encontra um militar de cada vez, o qual é auxiliado por uma dezena de operadores da Brisa, explicou ao CM o major Lourenço da Silva, porta-voz da BT. Só que, segundo disse ao CM fonte da concessionária, os operadores da Brisa não podem analisar as imagens para realizar fiscalização de trânsito, apenas gestão. “Apenas podemos colaborar com a BT quando esta nos pede, por exemplo, a manipulação da câmara. O nosso sistema nem permite detectar velocidade”, referiu a fonte.
Virgílio Ministro, elemento da BT pertencente à Associação dos Profissionais da Guarda, disse que as novas ordens são “uma violação ao conceito operacional da BT, que tem como finalidades a prevenção da sinistralidade e o auxílio aos cidadãos.” Acrescenta que esta medida “apenas visa a redução de despesa.”
“Não tem nada a ver com redução de despesas, mas com um aumento da eficácia”, salienta Lourenço da Silva, acrescentando: “Estão em permanência entre 10 e 12 patrulhas na A1 e A2 e mais duas na A5. Os carros-patrulha podem deslocar-se em redor das áreas que lhe foram confiadas, se avisarem os comandos”, referiu o major.
A23 FORA DO NOVO MODELO
Ao contrário do que ontem noticiámos, a A23 (entre Torres Novas e a Guarda), não está incluida no modelo experimental da BT. A A23 é concessionada pela Scutvias, prolonga-se 326 quilómetros, e tem a sua própria sala de controlo e videovigilància.
De qualquer forma, o major Lourenço da Silva salienta que o método é experimental e, como tal, pode vir a ser alterado ou até abandonado se se verificar que não é o mais adequado. Fonte ligada ao socorro disse ao CM que a presença de militares da BT no centro de controlo das concessionárias é “positiva”. “Sempre que há um acidente, ou qualquer outra ocorrência, as concessionárias têm de alertar a BT, que depois mobiliza o socorro.
Assim, estando a BT imediatamente ao corrente, poupa-se tempo”, referiu. As três auto-estradas onde o novo modelo de patrulhamento está em vigor (A1, A2 e A5) são as mais movimentadas do País. A1 (com 40 mil carros/dia) e A2 são mesmo a espinha dorsal do sistema rodoviário nacional.
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