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Suspeitos de burlas com mensagens "Olá pai, Olá mãe" julgados em abril em Matosinhos

Arguidos conseguiram ganhos de, pelo menos, 218 mil euros recebidos em criptomoeda, que converteram através de venda.

03 de março de 2026 às 16:05

O Tribunal de Matosinhos começa a julgar em abril três pessoas, das quais um casal, suspeitas de integrar desde 2022 uma rede transnacional de burlas de mensagens fraudulentas de "Olá pai, Olá mãe", adiantou esta terça-feira à Lusa fonte judicial.

A primeira audiência de julgamento está agendada para dia 15 de abril, durante todo o dia, e servirá para ouvir os três arguidos, caso estes queiram prestar declarações, sublinhou a fonte.

Segundo a acusação, o casal tinha como tarefas comprar cartões para telemóveis, ativando-os e disponibilizando-os de forma massiva em 'modems GSM', que também compravam, e que estavam configurados em aplicações acessíveis através do servidor "agente.smshub.org" a outros membros do grupo.

Aos outros membros do grupo cabia, em regra, a criação de contas no WhatsApp e o envio de mensagens fraudulentas de "Olá pai, Olá mãe", acrescentou.

Para a compra dos cartões para telemóveis, os arguidos serviram-se de anúncios na rede social Facebook associados a um perfil falso, em nome de Sofia Guimarães, e através dos 'modems' os arguidos conseguiam, ainda, alterar os IMEI bloqueados pelas operadoras e ocultar o rasto da origem das comunicações.

"Em duas situações foram os próprios arguidos os autores das mensagens fraudulentas", referiu.

A disponibilização destas ferramentas à rede permitiu a estes arguidos ganhos de, pelo menos, 218.000 euros recebidos em criptomoeda, que converteram através de venda, com depósito das quantias em contas bancárias de terceiras pessoas a si relacionadas, sublinhou a acusação.

A estes dois arguidos e à organização instalada juntou-se o terceiro arguido a quem cabia o papel de disponibilizar entidades/referências e contas bancárias para onde as vítimas faziam pagamentos/transferência.

Este arguido recebeu, entre agosto e setembro de 2023, 12.523 euros.

Um dos arguidos, membro do casal, está em prisão preventiva -- medida de coação mais gravosa.

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