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Templo Romano de Évora alvo de obras urgentes

Trabalhos com caráter de urgência vão custar 50 mil euros e durar quatro meses.

15 de agosto de 2017 às 09:09

Devido ao "risco iminente e muito alto de queda de fragmentos de pedra", o Templo Romano de Évora vai ser alvo de uma "intervenção urgente" de conservação.

Ana Paula Amendoeira, diretora regional de Cultura do Alentejo, explicou à Lusa que o risco de queda de fragmentos, "sobretudo ao nível dos capitéis de mármore", foi identificado numa monitorização ao monumento realizada em junho.

"A urgência de termos que intervir foi para evitar, quer a perda irreversível de partes do monumento, quer algum acidente que, eventualmente, podia vir a ocorrer com o número de pessoas que diariamente circulam na zona", explicou a responsável. A intervenção é "cirúrgica e complexa", frisou.

As obras são promovidas pela Direção Regional de Cultura do Alentejo, em articulação com a Câmara de Évora, e começaram na sexta-feira, com a montagem de andaimes e do estaleiro. Segundo a responsável, as autoridades vão aproveitar a montagem das estruturas "para fazer o mapeamento de todas as patologias do monumento". Os trabalhos, que custam 50 mil euros, devem estar terminados dentro de quatro meses.

O Templo Romano de Évora, do século I, é único em Portugal e um dos mais notáveis da Península Ibérica. É monumento nacional e está abrangido pela classificação do centro histórico da cidade como Património Mundial, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

A cidade de Évora era conhecida como Ebora no tempo dos romanos – e por se ter mantido fiel a Júlio César nas guerras civis, recebeu o título de Liberalitas Julia.

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