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Trabalhadores da Alicoop admitem fazer protesto em Lisboa

Contraíram empréstimos para financiar grupo de Silves, no valor de 1,7 milhões de euros. BIC avança com penhoras.

07 de fevereiro de 2019 às 08:50

Os trabalhadores do Grupo Alicoop/N&F, de Silves, vão recorrer das penhoras movidas pelo BIC, na sequência da insolvência da empresa N&F, e admitem concentrar-se em protesto junto à sede do banco em Lisboa.

A decisão foi tomada na noite de terça-feira, depois de uma reunião de quatro horas na biblioteca de Silves, que contou com a participação de cerca de duas centenas de trabalhadores.

As dívidas remontam a fevereiro de 2008, quando 245 trabalhadores do Grupo Alicoop (proprietário das lojas Alisuper) contraíram empréstimos junto do BPN no valor de 1,7 milhões de euros, num acordo com a administração do grupo, para financiar o Alicoop - assumindo a administração o compromisso de pagar as prestações dos empréstimos.

Entretanto, o grupo entra em insolvência e os pagamentos deixaram de ser feitos.

Em 2012, os créditos passaram para o BIC, que adquiriu o BPN. Maria José Madeira, dirigente regional do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal diz que, no processo de insolvência do Alicoop, transitado em julgado em 2012, os créditos, com o acordo expresso do BPN, foram assumidos pelo grupo Nogueira - que constituiu a N&F para viabilizar o Alicoop.

E acrescenta que, em 2013, o BIC e a N&F assinaram um "acordo de cumprimento das prestações, visando cumprir a sentença, o que terá sido feito até que a própria N&F entrou em processo de insolvência", decretada em 2016.

Agora, "221 pessoas estão a ser confrontadas com penhoras para pagarem empréstimos efetuados em 2008 para financiar a tesouraria da empresa".

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