Fogo está ativo há mais de uma semana. Na segunda-feira, exemplificou, foram contabilizadas cerca de uma dúzia de novas ocorrências, cerca de metade das quais aconteceram "durante o período da noite".
Uma frente ativa na serra do Alvão, em Vila Real. Reativações preocupam autoridades
Os esforços dos operacionais estão esta terça-feira concentrados na frente ativa que lavra na serra do Alvão, Vila Real, onde o combate se faz com o apoio dos meios aéreos, mas as preocupações estão também centradas nas reativações.
Este é já o 11.º dia deste incêndio que começou às 23:45 do dia 02 de agosto, já esteve em conclusão e, desde sábado, sofreu duas reativações no sábado e na segunda-feira à tarde.
Miguel Fonseca, comandante sub-regional do Douro, disse que, pelas 13:15, o fogo se desenvolvia numa área de montanha, "sem perigo imediato para as localidades mais próximas".
"Daí estamos a concentrar todos os nossos esforços, todas as nossas operações nesta frente principal", frisou, acrescentado que, em consequência das condições meteorológicas, acontecem reativações junto de algumas localidades que obrigam a dispersar alguns meios.
O incêndio, esta manhã, tem-se desenvolvido na zona das aldeias de Cravelas, Testeira e Paredes.
No entanto, realçou que, com a colaboração dos meios aéreos (dois aviões, um helicóptero pesado e um helicóptero ligeiro) se tem conseguido resolver as reativações
"Mas o que faz com que, temporariamente, tenhamos que interromper alguns trabalhos que estamos a desenvolver nesta frente ativa", apontou.
Com o incêndio a desenvolver-se há mais de uma semana, o perímetro é "muito grande" e, segundo Miguel Fonseca, "com área muito sensível e de esforço".
"Parte da sensibilidade desta operação deve-se à grande quantidade de localidades que existem na linha de produção do incêndio", referiu.
No terreno estavam, pela hora do 'briefing' feito à comunicação social, 323 operacionais, das diferenças forças como bombeiros, GNR, Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e Exército, apoiados por 111 veículos terrestres e quatro meios aéreos. Durante a manhã chegaram a atuar seis meios aéreos.
"Vão-se manter dentro da disponibilidade, da capacidade da estrutura operacional ir alimentando este teatro de operações como os demais grandes teatros de operações que temos nesta área do norte do país", referiu.
É que, segundo realçou o comandante, ao fogo na serra do Alvão acrescenta-se outro que se desenvolve na sub-região do Douro, em Tabuaço, e novas ignições que acontecem diariamente neste território, algumas em período noturno.
"Temos neste momento dois teatros de operações considerados grandes na sub-região do Douro, mas continuamos a ter que dar resposta inicial às novas ativações", afirmou.
Na segunda-feira, exemplificou, foram contabilizadas cerca de uma dúzia de novas ocorrências, cerca de metade das quais aconteceram "durante o período da noite".
Miguel Fonseca referiu que é difícil gerir recursos que "são finitos" e que, neste momento, "estão sujeitos a um estado de cansaço extremo" em consequência dos incêndios que têm acontecido.
Através de uma mensagem de telemóvel enviada esta manhã, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) fez saber que se mantém, neste território, o risco extremo de incêndio.
A serra do Alvão abrange Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena, Vila Real e Mondim de Basto, e, no espaço de uma semana, já ardeu área dos quatro concelhos, em três incêndios diferentes (Sirarelhos, Pinduradouro e Alvadia).
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