Ex-presidente dos leões confirma ter dito “façam o que quiserem”, mas garante que nunca pensou que iam agredir jogadores.
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Carlos Vieira, ex-vice-presidente do Sporting, arrolado como testemunha por Bruno de Carvalho, desmentiu o ex-presidente e garantiu que no domingo, após o jogo da Madeira, a direção soube que os jogadores tinham sido ameaçados.
O ex-presidente tinha acabado de dizer o contrário - na instrução que o próprio requereu - e assegurou que embora tivesse visto na CMTV que tinha havido alguma confusão no aeroporto - após a derrota do Sporting com o Marítimo, que colocou o clube fora da Liga dos Campeões - não percebeu que tinha havido ameaças.
O interrogatório a Bruno de Carvalho foi marcado por contradições várias. O ex-presidente disse, por exemplo, que na manhã de dia 14 - um dia antes do ataque - esteve na casinha, a sede da Juve Leo, numa reunião promovida pelo seu ex-braço-direito André Geraldes.
"Estive lá cerca de quinze minutos. O ambiente estava pesado, e disse ‘podem fazer o que quiserem’, mas estava a referir-me às tarjas", assegurou ao juiz, negando que alguma vez tivesse incentivado o ataque aos jogadores.
Bruno de Carvalho sai do tribunal após ser ouvido esta quarta-feira
"Nunca o fiz", disse depois, embora mostrasse um discurso confuso quanto à tensão entre claque e equipa principal.
Em vários momentos disse desconhecer que havia animosidade, mas noutras situações contou que chegou a falar com jogadores e a perguntar-lhes se tinham sido ameaçados. "O Acuña, o Bataglia e o William disseram-me que não."
Ainda sobre a equipa, Bruno de Carvalho revelou que os jogadores recusaram um prémio de meio milhão de euros. "Oferecia meio milhão a cada um para ganharem ao Benfica e ao Marítimo. Foi a primeira vez que vi funcionários de uma empresa recusarem um prémio. Percebi nessa altura que tínhamos objetivos diferentes."
As críticas não terminam por aqui. Diz Bruno que apenas tinha um problema com o capitão do futebol - Rui Patrício - ao contrário do que acontecia nas modalidades. "Todos percebiam o meu objetivo. O único que não entendia era o capitão da equipa sénior de futebol."
Bruno foi ouvido durante mais de duas horas e pode não regressar ao tribunal no dia 10, dia para o qual está marcado o debate instrutório.
"Jorge Jesus não cumpria a sua postura de zelo"
Bruno de Carvalho foi perentório com a justificação que deu para o fim do interesse em Jorge Jesus como técnico do Sporting: "Ele era caro. Eram 9 milhões que o clube tinha de assegurar. E não era só isso. Jorge Jesus não cumpria a sua postura de zelo."
Procuradora irritada com atitude da defesa
"A senhora procuradora está a tentar conduzir as respostas das testemunhas". Quem o disse foi o advogado de Bruno de Carvalho. Foi a gota de água dentro da sala de audiências, no segundo dia de instrução do caso do ataque à Academia de Alcochete.
A procuradora do Ministério Público Cândida Vilar, que assina a acusação, não cedeu. Continuou com as perguntas às três testemunhas arroladas pelo ex-presidente dos verdes-e-brancos e disse depois que era "livre para perguntar o que quisesse". Lá ao fundo, sentado no banco dos réus, Bruno de Carvalho, respondeu em alta voz: "Eu também seria livre se não fosse a senhora!"
Os momentos de provocação continuaram. Mesmo estando proibido de falar sem que lhe fosse dada ordem, Bruno de Carvalho foi sempre fazendo comentários em voz alta e chegou mesmo a dar indicações ao advogado, Miguel Fonseca, que por várias vezes se levantou para ouvir o que o cliente tinha para lhe dizer.
O advogado também manteve a postura provocatória do dia anterior e foi várias vezes chamado à atenção pelo juiz.
PORMENORES
Decisão em agosto
A decisão se o caso segue para julgamento só será conhecida nos primeiros dias de agosto. Só há recurso se a pronúncia for diferente da acusação.
Mustafá atrasado
Mustafá chegou atrasado, mas o juiz deu início à instrução. Entendeu que o chefe da Juve Leo não tendo requerido a instrução não tinha de estar presente
Mendes está doente
Cândida Vilar já promoveu a libertação de Fernando Mendes, ex-chefe da Juve Leo. O membro da claque está doente. Deve sair hoje da cadeia.
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