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Videovigilância de prisão protegida com guarda-chuva

Equipamento da prisão de Caxias instalado em pré-fabricado com infiltrações.

10 de março de 2019 às 01:30

Os guardas prisionais que operam o sistema de videovigilância existente no reduto sul da cadeia de Caxias, Oeiras, ali instalado por ordem do ex-diretor-geral dos Serviços Prisionais Celso Manata, após a fuga de três reclusos em fevereiro de 2017, são obrigados a proteger o equipamento com um guarda-chuva.

A denúncia foi feita ao CM pelo Sindicato Nacional da Guarda Prisional (SNGP). Segundo Jorge Alves, presidente do SNGP, os guardas que são escalados para operar este equipamento "têm de trabalhar numa construção pré-fabricada que foi instalada propositadamente para albergar o equipamento".

Esta zona do Estabelecimento Prisional de Caxias está, segundo os próprios Serviços Prisionais confirmaram ao CM, em obras. Por isso, de acordo com o SNGP, "pelo menos desde o fim de semana passado, os guardas que estão escalados para operar o sistema de videovigilância estão obrigados a proteger o equipamento". "Devido à chuva que tem caído, foi encontrada a solução de usar um guarda-chuva para evitar que o equipamento se molhe", explicou Jorge Alves.

Segundo o dirigente sindical, esta situação prova "a falta de investimento na recuperação dos estabelecimentos prisionais".

Fonte oficial dos Serviços Prisionais "nega que a central de CCTV do reduto sul de Caxias esteja protegida com um guarda-chuva". "Estão a decorrer obras de renovação da impermeabilização, e por isso procede-se à cobertura dos objetos ali existentes", concluiu.

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