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Correio da Manhã

Portugal
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Vítima grave do fogo em Monchique vive com 300 euros por mês

Glória Correia lamenta a falta de apoio e a demora nas consultas hospitalares.
Diana Santos Gomez 11 de Janeiro de 2019 às 01:30
Glória Correia
incêndios, Monchique, Portugal
Fogo causa prejuízos de 5 milhões de euros
Devastação do fogo de Monchique
Glória Correia
incêndios, Monchique, Portugal
Fogo causa prejuízos de 5 milhões de euros
Devastação do fogo de Monchique
Glória Correia
incêndios, Monchique, Portugal
Fogo causa prejuízos de 5 milhões de euros
Devastação do fogo de Monchique
O primeiro-ministro que se lembre das pessoas que foram atingidas pelo fogo. Sobrevivo com muita pouca ajuda." O apelo é de Glória Correia, a vítima mais grave do incêndio de agosto em Monchique e que agora se debate com falta de apoio e uma reforma de 300 euros, curta para as necessidades.

No terceiro dia do fogo, com a família, Glória, 77 anos, combateu as chamas para salvar a casa onde vive, há quase 30, em Alferce.

"O fogo queimou-me rosto, braços e pernas. Estive três horas até receber o primeiro socorro", recorda. Depois de dois meses internada no Hospital de São José, em Lisboa, com queimaduras de 2º e 3º graus, começou a ser acompanhada no Hospital de Faro, a 85 km de casa.

"Pedi uma ambulância, porque não tenho dinheiro para o transporte. Não me deram", lamenta. A juntar a isso, há dois meses que aguarda pela marcação de uma consulta, para lhe observarem o braço esquerdo, e já sabe que vai esperar seis para ser vista por um médico, antes de uma cirurgia a que terá de ser sujeita.

"Estamos a ser esquecidos, não acha?", desabafa. Entretanto, todos os dias, o espelho lembra-lhe a tragédia que viveu. E não são só as marcas visíveis: "Ninguém sabe o que passo, é para toda a vida."

PORMENORES
Suporte para o braço
A mulher não consegue esticar o braço esquerdo. O médico aconselhou-lhe um aparelho para apoiar o membro mas não tem dinheiro para o comprar.

Apoio da junta e câmara
Glória recebe apoio alimentar da Junta de Alferce. A Câmara de Monchique disponibilizou enfermeiros e diz que os serviços sociais também a ajudam.

Hospital dará transporte
O Centro Hospitalar Universitário do Algarve diz não ter registo de qualquer pedido de transporte de Glória e adiantou ao CM estar disponível para o fazer.
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