Sobem para 68 os cursos que têm desemprego zero
Há mais seis licenciaturas em que todos os recém-diplomados estão no mercado de trabalho do que há um ano.
Há 68 cursos com taxa de desemprego zero entre os que concluíram a formação superior desde 2016, mais seis em relação ao balanço (62) do Infocursos de há um ano. A Universidade de Lisboa destaca-se por ter mais licenciaturas (9) nas quais todos os recém-diplomados estão a trabalhar. As áreas de estudo são tão díspares que entre os cursos com emprego garantido na melhor privada, a Universidade Católica (8), estão Enfermagem, Psicologia e Teologia, este último que, na soma das faculdades de Lisboa, Porto e Braga, colocou 173 no mercado de trabalho.
No global do Superior não é diferente. No topo da tabela - ordenada pelo maior número de diplomados - as seis primeiras posições são ocupadas por cursos de Medicina. No top 10 há lugar apenas para duas outras licenciaturas (Enfermagem e Engenharia Informática e de Computadores), mas entre as que têm desemprego zero há Música (Universidade de Aveiro), Arquitetura (Técnico de Lisboa), Conservação e Restauro (Nova de Lisboa), Jazz e Música Moderna (Lusíada).
O desemprego entre os recém-diplomados desceu um ponto percentual para 3,3%. Ainda assim, 314 cursos de licenciatura e mestrado integrado (27% da oferta total) tem empregabilidade reduzida, com uma taxa de desemprego superior ao atual registo do País, que se situa nos 5,5%.
Engenharia eleita por melhores alunos
Engenharia Física Tecnológica na Universidade de Lisboa lidera nas licenciaturas com melhor percentil de entrada, em que a maioria dos alunos conseguiu melhores notas do que os pares que realizam os mesmos exames.
40 777 estudantes estrangeiros no País
O número de estrangeiros representava 11,8% (40 777) dos alunos no Superior
(304 086) em 2018/2019, enquanto no ano letivo anterior eram 9%. O acréscimo supera os sete mil estudantes, segundo dados do Infocursos.
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