Amnistia recorda caso com Medina de dados de manifestantes entregues à Rússia

Autarquia andou durante 10 anos a divulgar dados pessoais de manifestantes a representações diplomáticas.

29 de março de 2022 às 11:00
Fernando Medina Foto: Pedro Catarino
Fernando Medina, Amnistia Internacional, Rússia Foto: Direitos Reservados

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A Amnistia Internacional (AI) começa o capítulo relativo a Portugal no relatório anual de 2021 com uma referência ao escândalo detetado na Câmara de Lisboa, na altura presidida por Fernando Medina. Segundo a organização, a autarquia andou durante 10 anos a divulgar dados pessoais de manifestantes a representações diplomáticas (foi detetada essa prática com a embaixada russa).

De acordo com o documento, a Câmara de Lisboa aceitou lançar um inquérito interno, que visou "garantir o direito à privacidade e à reunião pacífica".

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O mesmo documento destaca ainda, no que à luta pela defesa dos direitos humanos diz respeito, o surto de Covid-19 detetado em maio do ano passado entre os 13 mil migrantes precários que trabalham nas explorações agrícolas de Odemira. Na sua maioria, explica a AI, estas pessoas foram realojadas.

O relatório de 2021 da AI recorda, também, o caso dos três inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) condenados pelo homicídio do ucraniano Ihor Homenyuk, bem como os alertas europeus aos focos de racismo nas forças de segurança e às más condições de detenção nas prisões portuguesas

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