Autarca do Seixal reúne-se na quarta-feira com a Fertagus

Paulo Silva explica que o objetivo foi aferir no local a realidade que a população vive diariamente para se deslocar para os empregos ou para as escolas.

27 de janeiro de 2026 às 11:55
Paulo Silva, Presidente da Câmara do Seixal Foto: CM Seixal
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O presidente da Câmara do Seixal, que realizou esta terça-feira uma viagem de comboio entre a estação de Coina e Sete Rios para constatar os problemas vividos pela população do concelho, anunciou que vai reunir-se na quarta-feira com a Fertagus.

Paulo Silva, que na passada semana tinha realizado a viagem entre duas estações de comboios no concelho, fez esta terça-feira o percurso entre as duas margens juntamente com um dos promotores de uma petição intitulada "Pela melhoria urgente do serviço da Fertagus e pelo fim dos atrasos e supressões constantes".

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Em declarações à agência Lusa, o autarca do Seixal, concelho do distrito de Setúbal, explicou que o objetivo desta iniciativa desta terça-feira foi aferir no local a realidade que a população do concelho vive diariamente para se deslocar para os empregos ou para as escolas, manifestando a intenção de repetir numa outra altura.

No dia 20 de janeiro, o autarca classificou como "desumana" a forma como os passageiros viajam nos comboios da Fertagus, com o registo de sobrelotação das carruagens e de atrasos no serviço, e exigiu do Governo e da empresa a tomada de medidas urgentes, tendo solicitado reuniões quer à empresa quer ao Ministério das Infraestruturas.

A reunião com a Fertagus decorrerá na quarta-feira, já quanto ao pedido dirigido ao Governo o autarca referiu que ainda não teve resposta.

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Rui Rodrigues, um dos promotores da petição que tem já mais de 7.800 assinaturas, acompanhou esta terça-feira o autarca na viagem e defendeu que este é um problema que afeta as populações de vários concelhos, pelo que considera "que seria importante que os autarcas de Almada e Setúbal se associassem a esta chamada de atenção".

"Não resolvem o problema, mas dão visibilidade ao mesmo", frisou.

Na sexta-feira, três dias depois da primeira iniciativa do autarca do Seixal e de protestos por parte dos utentes, entre os quais a Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul que solicitou esclarecimentos ao Governo e à Fertagus, a empresa emitiu um comunicado indicando que os constrangimentos registados no serviço resultam de vários fatores, entre os quais o crescimento acelerado da procura, limitações da infraestrutura ferroviária gerida pela Infraestruturas de Portugal e a ausência de material circulante.

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A empresa adiantou que opera diariamente com 17 das suas 18 unidades quádruplas elétricas, não dispondo de material circulante adicional para reforço da oferta e que tem em curso trabalhos de adaptação técnica de duas carruagens adquiridas à Renfe, no âmbito de um projeto para a introdução de uma quinta carruagem nas atuais composições, mas que "o processo é complexo e pode demorar cerca de um ano e meio até à entrada em operação".

A Fertagus é a empresa que detém a concessão do transporte ferroviário de passageiros no denominado eixo norte-sul, que inclui a travessia da Ponte 25 de Abril, ligando os distritos de Lisboa e Setúbal, com 14 estações.

Dez estações situam-se na margem sul do Tejo (Setúbal, Palmela, Venda do Alcaide, Pinhal Novo, Penalva, Coina, Fogueteiro, Foros de Amora, Corroios e Pragal) e quatro na margem norte (Campolide, Sete Rios, Entrecampos e Roma-Areeiro).

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